domingo, 29 de abril de 2007

A ARTE DE SER DESORGANIZADO




Olá,
Hoje trago um texto sobre desorganização, lapsos de memória e organização interna. O texto é de um livro que é uma gracinha, chamado "A ARTE DE VIVER BEM COMAS IMPERFEIÇÕES-jeitos simples de viver em paz com nossos pequenos defeitos", de
Veronique Vienne,com fotos de Erica Lennard. Ed. Publifolha, 2002.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.


"Observe como as pessoas sempre ficam mais lentas quando estão tentando se lembrar de alguma coisa. Quanto mais devagar estão, mais intensa a lembrança. Se param no meio do que estão fazendo,geralmente é porque tiveram alguma revelação inesperada. Se o sintoma persistir, e continuarem a interromper suas atividades para olhar o nada, logo se presume que estão num processo de decifrar alguma equação complicada nas profundezas da mente.
(...) Em geral, desacelerar antecede a recuperação de alguma informação perdida na memória. Digamos que você está pronto para sair. Pegou o guarda-chuva, ligou a secretária eletrônica, deu comida para o gato, mas em vez de abrir a porta, você pára. Num gesto automático, pega as chaves e os óculos. Tira o casaco e põe água nas plantas. Folheia a pilha de jornais,como se buscasse alguma pista. Quando já está desisitindo, lembra! É aniversário de sua mãe, e ela deve estar esperando, ao lado do telefone, por uma ligação sua.
Cada vez que desacelerar, hesitar em fazer algo ou inventar algum motivo sem sentido para se atrasar, preste muita atenção. Encare esses lapsos de organização como sinais de que está à beira de uma grande revelação. Provavelmente você está entrando numa zona de criatividade. Não interfira no processo apelando para seu “sargento interno – o homenzinho que anda pela sua cabeça segurando um chicote e um cronômetro”.
Tenha paciência mesmo quando embarcar em esquemas obssessivos-compulsivos. Quando cisma,por exemplo, que tem de reorganizar sua coleção de Quatro Rodas em ordem cronológica; ou quando decide,em ataque de maluquice, arrumar suas bolsas por tamanho e cor; ou quando tenta limpar o teclado do computador com cotonete embebido em álcool.
Ações sem sentido são prova de que sua tecla “pausa” está ativada, à espera de uma pista livre para pousar seu cérebro. (...)
Cometer erros faz parte do saber se organizar. Pense em suas falhas como um sinal de que está se preparando para uma longa jornada. (...)"


sexta-feira, 27 de abril de 2007

EDUCAÇÃO É TUDO


Olá,
Este texto foi usado numa campanha publicitária da Fundação Roberto Marinho. Fala sobre coisas simples, intimamente ligadas à educação. Educação numa visão ampliada, num olhar aberto para o mundo.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.



"EDUCAÇÃO É TUDO!

Afinal, o que é Educação?
Quando você diz bom dia, é Educação.
Quando você planta uma árvore, é Educação.
Quando você diz com licença, muito obrigada, me desculpe, por favor, também é Educação.
Quando você deixa de jogar poluentes nos rios e mares, é Educação.
Quando você aprende que deve usar racionalmente a água, os minerais e os vegetais, é Educação.
Quando você aprende a ler, é Educação.
Quando você passa por um lugar histórico e sabe o que isto significa, é Educação.
Educação é o maior patrimônio de um ser humano.
Educação é ser solidário, é respeitar os outros, é ser responsável.
Educação não é só aprender a ler e escrever.
Quando você aprende a se relacionar com os outros, é Educação.
Quando você aprende a ler o mundo que o cerca, é Educação.
Quando você aprende um pouco mais sobre o seu país e sobre o mundo é Educação.
Quando você aprende um pouco mais sobre você, é Educação.
Educação é um processo que não termina nunca.
Quem tem Educação tem mais que um País, tem uma Nação!"

A SALA DE AULA


Olá,
Hoje trago um pequeno recorte de um texto. Hoje se fala muito em novas tecnologias, em equipar as escolas com vários acessórios, computadores, etc. Deve-se ter em vista que novas tecnologias e suportes sozinhos não fazem a educação. É preciso dar condições de ensino. Às vezes a escola tem instalações físicas excelentes, computadores, piscina etc, mas a relação professor-aluno é de 1 para 60. Pode?"
O pequeno recorte é de Cláudio Moura de Castro, in “O que importa é a sala de aula”
Revista Ensino Superior.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


“O ensino se faz na sala de aula.
O resto, ou ajuda a sala de aula ou é perda de dinheiro. Pesquisas, prédios, piscina, tudo é acessório.
E, para melhorar a sala de aula, tem que investir no professor.”



sexta-feira, 20 de abril de 2007

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL



Olá,
Hoje traga um texto de Mário Sergio Cortella, retirado do livro “Não espere pelo epitáfio... provocações filosóficas”. Ed Vozes, 2ª Ed,pág 105. O texto, assim como outros do livro, é bárbaro. Espero que sirva como reflexão sobre esse maravilhoso mundo da informática. Os destaques do texto são do autor.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


Inteligência Artificial

Na segunda metade do século 20, de profundas e rápidas mudanças tecnológicas, o diabólico_ que, se tomado em sua acepção etimológica mais simples, significa: jogar separado, desagregar _ parece ter-se metamorfoseado demuitas maneiras, ganhando ares mais eficazes epotentes: a magia do cinema, a companhia do rádio, o vício da televisão, a liberalidade do vídeocassete e depois do DVD, o ensimesmamento do walkman, a narcotização do videogame.
Mas, eis que surgea suprema metamorfose (por reunir em si todas as anteriores) a encarnação luciferina: o Computador. Aí foi demais. Se pudemos conviver de forma medianamente pacífica com as outras metemorfoses (às vezes ignorando-as, outras vezes nos deixando possuir), essa trouxe uma ameaça fatal: ele é especialista em inteligência, a nossa especialidade. Pior ainda, ele é especialista em algo impossível para muitos de nós: inteligência artificial, sem materialidade, sem peso, sem odores, sem carne, sem sentimentos; enfim, desumana.
Pronto, aí estaria a saída para os que querem rejeitá-lo, combatê-lo ederrotá-lo: sua desumanidade.Ele sim, o computador,a temoriza,pois tem inteligência. Mas, ela é “artificial” e, por isso, diriam alguns, merece ser exorcizada, na busca de uam vida mais “humana”.
Nessecaso, o equívoco maior é mergulhar preventivamentena informatofobia, marcada pelomedo preconceituoso e gerador de rejeições que, sem dúvida, bloqueiam a exploração adequada desse instrumento humano.
Porém, há ainda outro equívoco: supor que a informática é a “solução final” para os problemas da humanidade, entendendo que, sem o computador, não é possível produzir uma existência coletiva digna.
Vivemos atualmente uma espécie de síndrome da modernidade: tudo o que estiver envolvido em uma aura de tecnologia em sua produção e disseminação é considerado de qualidade positiva. Sendo a informatização, com toda a razão, entendida como a marca mais significativa destes tempos, o que a ela estiver atrelado ganha um pendão de moderno e, portnato, de imprescindibilidade. Ser imprescindível nos nossos dias éo quesitomais atraente para a aquisição de uma mercadoria qualquer; a noção central é: você não pode ser completo sem isto, senão... estará ultrapassado e deixará de ser “up to date”! A novidade, mesmo aleatória, continua sendo o obscuro objeto do desejo de muita gente.
É preciso cautela com a informatolatria. Tecnologia em si mesma não é requisito exclusivo para avaliar e fomentar a qualidade da produção e da vida humanas. Afinal, não é a utilização de avançados “editores de textos” que possibilitou,por exemplo, a elaboração de grandes obras na literatura; a maioria delas,até hoje, foi registrada com estiletes,penas de pato, grafites, canetas ou máquinas de escrever e pode, também, originar-se de computadores.
Ademais, o impacto das tecnologias informatizadas em relação à qualidade de vida das pessoas pode ser medido no seguinte exemplo: nos anos 70, uma datilógrafa trabalhava em ume scritório, usava máquina de escrever manual, ganhava dois salários mínimos, trabalhava oito horas por dia e vivia mal; nos anos 1980, o escritório adquiriu uma máquina de escrever elétrica e ela continuou a ganhar dois salários mínimos, trabalhar oito horas por dia e a viver mal; nos anos 1990, o escritório informatizou-se e ela continuou com seu salário, jornada e condição de vida. Ou seja, continuou na mesma! Infelizmente, essa situação caricatural pode ser estendida a outros campos da atividade humana.
Será a inteligência artificial uma ferramenta demoníaca ou, finalmente, estamos prestes a redimir Prometeu por nos ter entregado o fogo roubado dos Deuses?

segunda-feira, 16 de abril de 2007

COMIDA DE ALMA


Olá,
Hoje trago um texto sobre culinária. "Comida de alma" é para ser saboreado com prazer. (Crônica de Nina Horta, adaptada para fins pedagógicos pela Coordenadora Pedagógica Eliete Nascimento).
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.


"Comida de Alma


Comida de alma é aquela que consola, escorre garganta abaixo quase sem precisar ser mastigada, na hora de dor, de depressão, de tristeza pequena.
Não é, com certeza, um leitão pururuca, nem um menu nouvelle seguido à risca. Dá segurança, enche o estômago, conforta a alma, lembra a infância e os costumes. É a canja da mãe judia, panacéia sagrada a resolver todos os problemas existenciais. O caldo de galinha gelatinoso, tomado às colheradas. O leite quente com canela, o arroz-doce, o chá de camomila, o bolinho de chuva da vovó, os ovos nevados, a banana cozida com casca, as gelatinas, o pudim de leite...
Nora Ephron, autora de A difícil arte de amar, com o casamento acabado, grávida, enjoada, traída, vota pelo consolo da batata: “nada como ir para a cama com um bom purê de batata”...
Tudo tem de ser especial na comida de alma...O mingau de aveia ou fubá pode ser em prato fundo com um quadrado de manteiga se derretendo por cima...O leite quente em boa caneca grossa... O chá em xícara inglesa florida...a canja servida na bandeja até a cama...e para casos extremos, a mamadeira, claro!
A comida de alma, de preferência, deve ser tomada de colher ou bebida aos goles...faca e garfo são supérfluos.
Um livro português trata do assunto, mostrando que a preocupação com comidas de alma vem de longe: é O cozinheiro indispensável- guia prático dos enfermos pobres, dos doentes ricos e dos convalescentes remediados (PORTO,1844).Dá receitas como o caldo confortativo, uma papinha pastosa, para se comer com lágrimas nos olhos..."

Gostou do assunto? Então veja as dicas de livros:
NÃO É SOPA. Nina Horta. Ed. Cia das Letras.
CRÓNICAS DE AMOR, SEXO E CULINÁRIA.Cláudia Monteiro de Castro. Ed. Escrituras.
CULINÁRIA NATURAL E VEGETARIANA.Ucha Mandacaru. Ed. Pensamento
LIVRO DA CULINÁRIA FENG SHUI. Elizabeth Miles. Ed. Pensamento.
UM SIMPLES LIVRO DE CULINÁRIA PARA CLASSES TRABALHADORAS.Charles Elme Francatelli. Angra Editora.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

PENSANDO A DISCIPLINA




Olá,
Hoje trago artigo sobre um assunto muito importante: DISCIPLINA! Quem não quer disciplina em sala de aula? É bom lembrar que disciplina não significa "adestramento", mas sim uma maneira organizada, racional e crítica de viver o cotidiano. O texto foi retirado do livro: OS FAZERES NA EDUCAÇÃO INFANTIL.Org. Maria Clotilde Rosseti-Ferreira. 3ª ed. SP.Cortez, 2001.
Beijos e Boa leitura!
Eliete Nascimento.


Pensando a disciplina – trabalhar regras é mais importante do que ter uma classe quietinha, por Lenice Frazatto. Pág. 174 e 175

“Crianças atropelando-se umas às outras na hora de falar. Todas pedindo ajuda ao mesmo tempo. Crianças desatentas, que se distraem com tudo em vez de se concentrarem na tarefa. Crianças que se mexem demais...
Nos momentos de atividades pedagógicas,principalmente as mais dirigidas ou complexas, como as de colagem, pintura ou preparação de um teatrinho, qual educador nunca se viu diante de crianças que fazem mil comentários, pedidos ou reclamações?
Para trabalhar a questão da disciplina com crianças em idade pré-escolar, precisamos pensar na idade delas, em suas capacidades e em como podemos organizar as atividades para que elas tenham maior participação e mais atenção.
As crianças da creche e pré-escola ainda não conseguem ficar paradas por muito tempo, ouvindo longas explicações ou esperando para receber o material com que vão trabalhar. É interessante que, ao propor uma atividade, o educador já tenha preparado o materialaser utilizado, o ambiente em que trabalhará com o grupo e, sobretudo, seja objetivo e claro ao falar para as crianças que tipo de atividade realizarão e como devem se comportar no decorrer desta.
Além disso, temos que pensar o tempo de duração das atividades. As crianças nessa faixa etária não são capazes de passar muito tempo em uma só atividade. Além da sua curiosidade ser muito grande, fazendo com que ela desperte o interesse por outras coisas, ela aprende agindo, brincando e se movimentando no espaço.
Observando então as características dessa faixa etária,é importante que,no dia-a-dia da creche e da pré-escola,procuremos organizar as atividades buscando equilibrar os momentos de maior concentração e pouco movimento físico com aqueles mais agitados, em que a criança se movimentam mais livremente.Caso contrário, estaremos contribuindo para que as crianças fiquem desatentas, irritadas, bagunceiras. Em uma só palavra: indisciplinadas.
Não estamos dizendo, com isso, que as normas estabelecidas pelo educador devam ser deixadas de lado.Ao contrário, AS REGRAS SÃO DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA para o desenvolvimento das atividades, pois é no contato com elas que as crianças poderão se orientar e saber como devem agir nos momentos de sua rotina.
Desde cedo,o educador deve começar a introduzir algumas regras. Para isso, montar atividades diárias como conversas de roda pode ser muito interessante. Na roda é possível estabelecer, junto com as crianças, regras necessárias em jogos e brincadeiras, bem como sobre a vez de cada um falar, os momentos de sentar ou de levantar etc. As regras podem ser registradas juntamente com as crianças em quadros de aviso a serem dependurados em locais de fácil acesso, lembrando sempre o combinado.
Ao participar da construção de regras, a criança aprende a ser parte de um grupo, ao mesmo tempo em que desenvolve sua autonomia. Mas, para isso, é necessário que o educador tenha segurança sobre os limites que deseja estabelecer. Precisa também ser franco com as crianças, explicando por que algo pode ou não ser feito. Não é preciso abrir mão da sua autoridade, mas é importante não ser prepotente ou desvalorizar a criança que deixe de cumprir alguma regra. A compreeensão, pelo educador, dos limites da criança para cumprir as regras e do processo pelo qual essa capacidade se desenvolve é fundamental para possibilitar o direito de expressão da criança.
Respeitar o combinado é um exercício difícil até par aos adultos. Para as crianças, a dificuldade pode ser um pouco maior, já que muitas vezes ela está, aomesmo tempo, tentando obedecer ao adulto e tentando entender por que aquilo não deve ser feito. Não se deve esquecer que ela ainda está desenvolvendo essa habilidade de entender e respeitar regras de convivência social. Nos momentos em que ela descumprir um acordo elaborado em grupo, o educador pode relembrá-la do que o grupo decidiu,mas é bom fazê-lo de forma que ela não se sinta humilhada na frente dos coleguinhas ou que tenha afetada sua auto-estima.
Comoa contece com a educação depráticas de higiene ou com a educação alimentar, várias vezes o educador terá de voltar ao assunto das regras com o grupo. Através desse exercício,a criança entenderá que a regra serve para estabelecer os direitos e deveres de cada um, e não é apenas uma proibição.
Trabalhar regras com as crianças é um exercício longo, que pede constância, paciência e tenacidade. Mas fará nossas crianças capazes de conviver de forma saudável e gostosa com as diferenças entre as pessoas, respeitando-as em seus limites."

quarta-feira, 11 de abril de 2007

INFÂNCIA E HISTÓRIAS


Olá,
Hoje traga um artigo sobre a importância das histórias no desenvolvimento da linguagem e do simbolismo no ser humano. Espero que aproveitem. Oartigo foi escrito por Ângela B. do Rio Teixeira (psicanalista) e publicado na Revista Mente e Cérebro-Especial A mente do Bebê 3 – ano 2006.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento



“O que você vai ser quando crescer?

As histórias têm papel central na estruturação psíquica de bebês e no desenvolvimento cognitivo das crianças em geral.

Na Viena de 1905 uma criança pede à tia: “Titia, diga-me alguma coisa, estou com medo porque está escuro”. “O que isso adiantaria,já que você não pode me ver?” “Não faz mal, quando alguém fala fica claro” (S. Freud, Três ensaios sobre a sexualidade, 1905).
A fala, traço distintivo do ser humano,é o veículo de histórias que perpassaram gerações antes do advento da palavra escrita. Ainda na barriga da mãe, no escuro onde não se pode vê-la, já somos capazes, no entanto, de ouvir a sua voz. Uma voz que canta, que briga, que chora, que sorri. Sim, o primeiro objeto pulsional ao qual o bebê tem acesso, ainda no ventre materno, é a voz.E a esse objeto o bebê humano se encontra especialmente enlaçado: desde então, é ela que conta.
E que não conte qualquer coisa, pois aquilo que conta poderá ser assimilado pelo bebê desde muito cedo.Conforme pesquisas da lingüista francesa Bénédicte de Boysson-Bardies o bebê já é capaz de diferenciar um poema de outro desde os últimos meses da vida fetal. Portanto, ao nascer, o bebê já está capacitado e se mostra extremamente sensível à escuta e à diferenciação daquilo que lhe chega por meio da fala.
De início, para ele, a voz privilegiada é a voz daquela que o porta e o pare, e que ao dá-lo à luz d]faz as apostas em um advir, incerto ainda, é certo, mas que já traz o suporte das histórias de gerações anteriores. Assim começa o que chamamos de humanização do rebento homem. Nesse processo a mãe (ou quem cumpre essa função) vai ensina-lo a parader, como dizia o psicanalista francês Jacques Lacan: a aprontar-se para o que virá. Humanização diz respeito sobretudo à possibilidade de inserção naquilo que é próprio do homem, o mundo da linguagem.
Linguagem que se distingue da comunicação animal por ser habitada pelo universo da palavra, dos significantes que propõem uma trama veiculada inicialmente pela fala do outro mais próximo. Esse outro, nas suas conversas com o bebê, seja sob a forma de canções,poemas, contos,sejam simplesmente relatos do dia-a-dia,articula um saber transmitido de geração a geração. Saber que diz quem conta, e onde o pequeno sujeito poderá reconhecer-se para, a partir daí, também poder contar-se. Apalavra do outro se faz assim o veículo das histórias que portam um saber no qual o pequeno rebento é incluído, seja como filho, seja como neto, bisneto...
Vale lembrar que a história vem do grego Istur, histor. Nas histórias contadas, o saber que se transmite diz de quem conta e permite que se conte aquele a quem se conta. O escritor israelense Amós Oz, nos eu recém-lançado romance autobiográfico De amor e trevas, revela: “Quando era pequeno,queria ser livro quando crescesse”. Livro, veículo por excelência de palavras, objeto e ao mesmo tempo texto, onde sujeitos são contados esse contam em narrativas que transformam a fala em escrito singular.
“Quem conta um conto aumenta um ponto”. O ponto, arremate que as histórias bem contadas possibilitam a cada um,é um ato que ata de modo próprio cada sujeito nos campos do real, do simbólico e do imaginário, e que compõe um discurso singular, em que não cabe o automatismo preguiçoso de copiar ou assistir à trama de um outro qualquer. É assim que cada um é convocado a empenhar-se na produção da escritura do seu próprio livro e a tomar posse da sua história.”

domingo, 8 de abril de 2007

ENTUSIASMO



Olá,
Quantas vezes falta entusiasmo para enfrentar mais um ano letivo? E quando as coisas não vão bem? Quando as situações são adversas? Nesse caso, é preciso entusiasmo em dobro! Este é um artigo que retirei da internet há alguns anos e vale a pena ler de novo. A autoria é de Luiz Almeida Marins Filho (Ph.D. da área de Comunicação e Marketing e Gestão de Pessoas) Foi retirado do site http://www.inclusão.com.br/projeto
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


“A IMPORTÂNCIA DO ENTUSIASMO

A palavra entusiasmo, vem do grego e significa ter um deus dentro de si. Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa entusiasmada, era aquela que era possuída por um dos deuses e por causa disso, poderia transformar a natureza e fazer a s coisas acontecerem. Assim se você fosse entusiasmado por Ceres (deusa da agricultura) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita e assim por diante...
Segundo os gregos, só pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano. Era preciso portanto, entusiasmar-se.
Assim, o entusiasmo é diferente do otimismo. Otimismo significa acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez até torcer para que ela dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo.
No mundo de hoje, na empresa de hoje, é preciso ser entusiasmado. Pessoa entusiasmada é aquela que acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo. Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade. E só há uma maneira de ser entusiasmado: é agir entusiasticamente! Se formos esperar ter as condições ideais primeiro,para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com alguma coisa, pois sempre teremos razões para não entusiasmarmos. Não é o sucesso que traz o entusiasmo. É o entusiasmo que traz o sucesso.Conheço pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma. O entusiasmo é o que traz uma nova visão da vida.
Mas afinal, como vai o seu entusiasmo pelo Brasil, pela empresa onde trabalha, por seu emprego, por sua família, por seus filhos, seus amigos, pelo seu sucesso pessoal?
Acredite na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade.
Você verá a diferença!”

sábado, 7 de abril de 2007

EDUCAÇÃO NO CONTEXTO TECNOLÓGICO



Olá,
Este texto fala sobre o papel das novas tecnologias. O uso destas "novas tecnologias" tem sido uma discussão constante nas escolas. A escola deveria se apropriar das novas tecnologias para transformar a maneira de ensinar e aprender, mas o que vemos, na maior parte das vezes, é que se usa novas tecnologias para fazer melhor coisas velhas. Novas tecnologias precisam transformar o fazer, o pensar...
O artigo foi retirado da Revista Páginas Abertas, n. 21, ano 29, 2004, ed. Paulus.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.


EDUCAÇÃO NO CONTEXTO TECNOLÓGICO
"A visão de escola como espaço delimitado não se harmoniza com as modernas tecnologias informacionais. A todo momento, as crianças e os jovens estão em contato permanente com os meios de comunicação de massa, ficando, portanto, bem mais informados que os próprios professores, tão absorvidos pelas tarefas profissionais. O professor atual não é mais um informador: a informação vem do rádio, televisão, revistas, filmes, vídeos, computadores, jornais etc. A notícia comentada está presente no nosso dia-a-dia. Não se admite mais este ambiente escolar feito para garantir um público submisso ao professor, sem indagar se o professor é um ator que mereça atenção, se suas “aulas”interessa a seus ouvintes.
Só agora percebe-se o absurdo de fazer com que todos os alunos aprendam as mesmas coisas. A aprendizagem padronizada estimula o isolamento, porque priva da necessidade de comunicação: não há possibilidade de trocas de experiências. Hoje, as mudanças que estão ocorrendo exigem uma nova postura da escola, preocupada em formar pessoas ativas, capazes de viver no mundo da imagem e da informação. Seres humanos hábeis para construir seus próprios conhecimentos, utilizando a linguagem audiovisual, como forma de desenvolvimento do espírito crítico e da capacidade de raciocinar. Uma nova maneira de buscar o conhecimento, favorecida pela grande velocidade com que estão surgindo os meios de comunicação, a evolução e o convívio com a informática, presente em todos os setores da nossa sociedade, fizeram gerar uma socialização das informações e uma nova interação humana, homem-máquina, partindo de uma forma diferente de refletir e de transmitir conhecimentos.
Indivíduos e técnicas não são mais meios, mas verdadeiros sujeitos para o pensamento.
O contexto cultural do mundo audiovisual atual nos leva a integrar razão, emoção e imaginário. O processo educativo deve combinar estes três elementos, no sentido de mobilização voltada para a formação integrada do indivíduo. Mediante o prazer de ver, ouvir e expressar seu ponto de vista, oferecido por esses recursos, deve-se tentar resgatar o contato afetivo ente professores e alunos. Mas, para que a escola esteja inserida neste contexto, é necessário uma mudança no fazer escolar, formação de professores e abertura nos currículos, deixando espaço para que a educação informal, voltada para a formação crítica dos indivíduos, supere a educação formal, o saber sistematizado, linear, distante da realidade do alunos, oferecido pelas escolas tradicionais.”

ENSINAR EXIGE BOM SENSO



Olá,
A leitura deste texto de Paulo Freire é indispensável a todo educador. Aliás, o livro "Pedagogia da Autonomia" deveria ser considerado uma espécie de Bíblia para os educadores. Freire dispensa maiores comentários. (O texto sofreu alguns recortes, indicados com (...), sem adaptações de conteúdo).
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento

PAULO FREIRE
Pedagogia da Autonomia (Capítulo 2. Editora Paz e Terra.)
"A vigilância do meu bom senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo instante, devo fazer de minha prática. Antes, por exemplo, de qualquer reflexão mais detida e rigorosa é o meu bom senso que me diz ser tão negativo, do ponto de vista de minha tarefa docente, o formalismo insensível que me faz recusar o trabalho de um aluno por perda de prazo, apesar das explicações convincentes do aluno, quanto o desrespeito pleno pelos princípios reguladores da entrega dos trabalhos. É o meu bom senso que me adverte de que autoridade de professor na classe,tomando decisões, orientando atividades, estabelecendo tarefas, cobrando a produção individual e coletiva do grupo não é sinal de autoritarismo de minha parte. É a minha autoridade cumprindo o seu dever. Não resolvemos bem, ainda entre nós, a tensão que a contradição autoridade-liberdade nos coloca e confundimos quase sempre autoridade com autoritarismo, licença com liberdade. Não preciso de um professor de ética para me dizer que não posso, como orientador de dissertação de mestrado ou tese de doutoramento, surpreender o pós-graduando com críticas duras a seu trabalho porque um dos examinadores foi severo em sua argüição. Se isto ocorre e eu concordo com as críticas feitas pelo professor não há outro caminho senão solidarizar-me de público com o orientando, dividindo com ele a responsabilidade do equívoco ou do erro criticado. Não preciso de um professor de ética para me dizer isto. Meu bom senso me diz.
Saber que devo respeito à autonomia, à dignidade e à identidade do educando e, na prática, procurar a coerência com este saber, me leva inapelavelmente à criação de algumas virtudes ou qualidades sem as quais aquele saber vira inautêntico, palavreado vazio e inoperante. De nada serve, a não ser para irritar o educando e desmoralizar o discurso hipócrita do educador, falar em democracia e liberdade mas impor ao educando a vontade arrogante do mestre. (...)
É o meu bom senso, em primeiro lugar, o que me deixa suspeitoso, no mínimo, de que não é possível à escola, se , na verdade, engajada na formação de educandos educadores, alhear-se das condições sociais, culturais, econômicas de seus alunos, de suas famílias, de seus vizinhos. Não é possível respeito aos educandos, à sua dignidade, a seu formando-se, à sua identidade fazendo-se, se não se levam em consideração as condições em que eles vêm existindo, se não se reconhece a importância dos “conhecimentos de experiências feitos” com que chegam a escola. (...)
Ao pensar sobre o dever que tenho, como professor, de respeitar a dignidade do educando, sua autonomia, sua identidade em processo, devo pensar também em como ter uma prática educativa em que aquele respeito, que sei dever ter ao educando, se realize em lugar de ser negado. Isto exige de mim uma reflexão crítica permanentemente sobre minha prática através da qual vou fazendo a avaliação do meu próprio fazer com os educandos. O ideal é que, cedo ou tarde, se invente uma forma pela qual os educandos possam participar da avaliação.
É que o trabalho do professor é o trabalho do professor com os alunos e não do professor consigo mesmo.
Esta avaliação crítica da prática vai revelando a necessidade de uma série de virtudes ou qualidades sem as quais não é possível nem ela, a avaliação, nem tampouco o respeito do educando.
Estas qualidades ou estas virtudes absolutamente indispensáveis à posta em prática deste outro saber fundamental à experiência educativa – saber que devo respeito à autonomia, à dignidade e à identidade do educando- não são regalos que recebemos por bom comportamento. As qualidades ou virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e o que fazemos. Este esforço, o de diminuir
a distância entre o discurso e a prática, é já uma dessas virtudes indispensáveis: a da coerência. Como, na verdade, posso eu continuar falando no respeito à dignidade do educando se o ironizo, se o discrimino, se o inibo com a minha arrogância? Como posso continuar falando em meu respeito ao educando se o testemunho que a ele dou é o da irresponsabilidade, o de quem não cumpre o seu dever, o de quem não se prepara ou se organiza para a sua prática, o de quem não luta por seus direitos e não protesta contra as injustiça? A prática docente, especificamente humana, é profundamente formadora, por isso, ética. Se não se pode esperar de seus agentes que sejam santos ou anjos, pode-se e deve-se exigir deles seriedade e retidão. A responsabilidade do professor, de que às vezes não nos damos conta, é sempre grande. A natureza mesma de sua prática eminentemente formadora, sublinha a maneira como a realiza. Sua presença na sala é de tal maneira exemplar que nenhum professor ou professora escapa ao juízo que dele ou dela fazem os alunos.
E o pior talvez dos juízos é o que se expressa na “falta” de juízo. O pior juízo é o que considera o professor uma ausência na sala. O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum desses passa pelos alunos sem deixar sua marca.
Daí a importância do exemplo que o ofereça de sua lucidez e engajamento na peleja em defesa dos seus direitos, bem como na exigência das condições para o exercício de seus deveres.
O professor tem o dever de dar aulas, de realizar sua tarefa docente. Para isso, precisa de condições favoráveis, higiênicas, espaciais, estéticas, sem as quais se move menos eficazmente no espaço pedagógico. Às vezes, as condições são de tal maneira perversas que nem se move. O desrespeito a este espaço é uma ofensa aos educandos, aos educadores e à prática pedagógica."

VIVENDO VALORES NA ESCOLA



Olá,
Este texto serve como motivador do professor para lidar com alunos e turmas difíceis. Foi retirado do livro: “Vivendo valores na escola” – Manual para professores – SP - 1995. Quem está em sala de aula sabe o quanto é desgastante lidar com situações desconfortantes; e muitas delas fogem à competência não só da professora, mas também da escola. No cotidiano escolar surgem problemas que nem sempre são de natureza pedagógica, mas que se refletem nas situações de aprendizagem. Reflexos de uma nova ordem social, nova constituição familiar, das crises de autoridade... Nesse contexto, trabalhar valores torna-se extremamente importante. Aqui vai um reforço.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


‘Como trabalhar valores em sala de aula? Como trabalhar com aspectos positivos quando, muitas vezes, as crianças apresentam aspectos negativos?
Quando focalizamos somente atitudes negativas as aulas podem se tornam cansativas, principalmente para o professor. Falar sobre algo muito ruim, mesmo que para corrigir, acaba tendo efeito de reforço. Por exemplo: quando uma criança faz algo errado, em vez de evidenciar seu erro, dirija-se a outra que esteja certa e chame a atenção do grupo para ela. Isto não significa que o professor deve ficar omisso em relação ao erro. Em alguns casos, se a criança realmente não conseguir por si só reverter o processo, um outro método é dar a ela destaque, em outro momento, mas não pelo erro, e sim por algo positivo da sua personalidade, desvalorizando a transgressão. O importante é que o professor perceba que o ruim são as negatividades e não as pessoas.
A origem etmológica da palavra educar é “colocar para fora”. Pôr para fora, nada mais é do que o exercício do despertar das qualidades, valores originais do ser, bem como a criação do ambiente propício para o seu desenvolvimento.

A seguir aqui vão alguns pontos que devem ser observados para a prática de valores em sala de aula:

·Para uma educação positiva, não esconda o mal das crianças, nem o exarcebe. Desmistifique-o . A lógica do comportamento correto deve ser mostrada de forma clara.
.Reserve um tempo a cada dia para escutar e estar próximo de seus alunos, para explorar e brincar, para usar palavras positivas, incentivando seus pequenos esforços e sucessos com apreciação, percebendo suas qualidades, encorajando-os.
·Valorize com amor e respeito o comportamento o os valores que você considera fundamentais. Aprenda com eles, ria com eles.
·Acredite que eles terão um bom desempenho e não desista de investir: todo empenho terá um fruto.
·Ajude-os a partir do seu erro. Nunca afirme como verdade qualquer atitude ou traço de personalidade negativo que esteja se manifestando: ex. “você é bagunceiro!”.
·Fale com eles com respeito.
·Cumpra o que você prometer. Pense antes de dizer não, mas quando disser, mantenha sua palavra.
·Permaneça contente internamente, esta é a base para a transmissão de bons sentimentos.
·Compartilhe os trabalhos, divida as tarefas, faça seus alunos se sentirem importantes e responsáveis em sala de aula. Estimule a prática de qualidades.
·Verifique se ao educar há amor junto com disciplina. O excesso de lei sem amor gera revolta e transgressão. O amor sem lei gera permissividade e desequilíbrio emocional.
·Explique o sentido dos seus atos educativos para com eles. Mostre pequenas conseqüências lógicas quando há ações inapropriadas.
·Confie e aposte no que há de melhor dentro de cada um de seus alunos.
·A bondade hoje está fora de moda. Os personagens malignos são mostrados como os espertos. Mostre às crianças que ser bom é a verdadeira esperteza.
·Estimule-os a se superar, nunca a superar outros, irmãos ou amigos de classe. Não estimule competitividade e comparação. Compare o desempenho e as mudanças do aluno apenas com ele mesmo.
·Faça da sua sala um laboratório para o crescimento de todos!"

THE SECRET



Olá,
Este artigo foi tirado de um jornal da área de Direito. De autoria de Lara Selem*(Advogada e consultora em gestão de serviços jurídicos, executive MBA, especialista em gestão de serviços jurídicos e liderança de empresas de serviços profissionais, sócia da Selem, Bertozzi & Consultores Associados)
Oa rtigo é bem interessante,embora com enfoque na área jurídica. A força do pensamento e das palavras sempre foi um assunto de interesse de muitas pessoas. Mesmo cercada por uma onda de misticismo ou "cientificismo", o assunto continua interessante. Na década de 80 o assunto também estava em alta, como no filme "Scanner-Sua mente pode destruir". Agora o tema volta a ser objeto de interesse de cineastas e da sociedade de modo geral. Vale a pena ler o artigo e ver o filme.
Beijos e Boa leitura!
Eliete Nascimento



"É Lei!
Um filme baseado nas descobertas da física quântica está agitando o mundo das Gestão de Pessoas no momento. Trata-se de “The Secret” (O Segredo), lançado em DVD, em março de 2006. O filme versa sobre um grande segredo que sempre existiu na história da humanidade, um segredo cobiçado, desejado, roubado, escondido, perdido, agora recuperado e revelado ao mundo pela primeira vez. Conta, ainda, que várias personalidades da história o descobriram e fizeram uso dele: de Platão a Newton, de Beethoven a Einstein.
Mas que segredo é esse??
O segredo da lei universal da atração magnética, em que cada pensamento nosso emite uma onda que atrairá o que foi pensado. Não importa entender “como” ou “por que” o segredo funciona. A idéia é usufruir essa lei universal. Lembra-se da lei de causa e efeito das aulas de física? Pense nela por outro prisma: o segredo discorre sobre a lei do pensar e atrair. O ato de você pensar provoca uma causa, e o universo atrai um efeito.
Vivemos num universo regido por leis. A lei da gravidade, por exemplo, diz que, se você pular de um prédio, não importa se você é advogado, juiz ou delegado, irá e chocar o solo. Sendo assim, as leis universais não privilegiam ninguém.
O filme aborda a tão sonhada “Nova Era”: o momento em que cada ser humano reconhece que a sua felicidade depende única e exclusivamente dele mesmo: dele e de seus pensamentos (desejos). Os pensamentos produzem ondas eletromagnéticas (exames de tomografia, eletro-encefalograma e outros métodos de diagnóstico comprovam isso!) que, nas pesquisas de Física Quântica, ficam mais evidentes e são classificadas pelas “emoções”.
Não é tão complicado entender os efeitos da lei: imagine que nós somos um ímã que atrai objetos, pessoas, situações, enfim, tudo o que pensamos. E quer você queira ou não, o nosso imã funciona o tempo todo. Por isso, todo cuidado é pouco. A lei da atração não distingue o que é bom ou ruim, negativo ou positivo, para ela o fato de você pensar significa que você quer. Ou seja, “seu desejo é uma ordem”. O filme ensina como usar o segredo em três etapas:
1-PEDIR – E, para pedir, você deve escrever, falar, sentir, imaginar, ouvir e ter gratidão. Aí, sim, a lei da atração funciona. O processo de atração só funciona correta e rapidamente se passar pelos cinco sentidos (ver, falar, ouvir, tocar, sentir) e sempre no presente, no afirmativo.
2- RESPONDER – Depois de pedir, você deve ficar atento a cada resposta que a alei da atração lhe der; se você prestar atenção nessas repostas, irá atrair o que pediu com maior rapidez e estará no lugar certo na hora exata. Preste atenção e você irá sentir essas coordenadas, vê-las e ouvi-las.
3- RECEBER- Estando em alinhamento como que você pediu e respondeu, a recepção é o momento de você manter-se no lugar e hora certos e seguir as coordenadas que suas emoções lhe derem. Se as emoções (freqüências energéticas) forem boas (ou seja, vibrarem em pólos positivos), é sinal de que você está no caminho correto e será espontaneamente preenchido por sentimentos de amor, gratidão, alegria, entusiasmo; se forem ruins (vibrarem em pólos negativos), é poruqe você tomou o caminho errado, e os sentimentos emergentes serão de rancor, preocupação, inveja, medo, culpa. Se quer saber o que seus pensamentos estão atraindo agora para a sua via, responda: “como você se sente?”
Bem, as idéias do filme vão além e mostram como atrair prosperidade, saúde, paz de espírito, amor, fama, paz mundial, enfim, “tudo que você quiser”, já que qualquer coisa que a mente humana puder imaginar ela pode alcançar. E mais, diz que o que somos ou queremos ser depende exclusivamente de nós, detentores do livre arbítrio e do poder de pensar e nos libertar dos padrões hereditários, sociais e culturais que nos impedem de viver a realidade que desejamos.
Mas o que tem isso a ver com advocacia? Tudo, porque a lei da atração magnética, por ser universal, como já dissemos, não privilegia ninguém!
Se você, sócio de um escritório, pensar que todo advogado que se aproximar de você irá tirar-lhe os clientes, o universo responderá que “o seu desejo é uma ordem” e só aparecerão na sua frente advogados que tenham essa intenção. Você não conseguirá bons parceiros que alavanquem novos negócios em conjunto.
Se você pensar que todos os acadêmicos e em Direito são desinformados, desinteressados e descomprometidos com a profissão, o universo responderá que “o seu desejo é uma ordem” e adeus equipe de alta performance.
Se você pensar que a responsabilidade por seu escritório ir de mal a pior é do Judiciário, que emperra todos os seus processos por uma década, o universo responderá que “o seu desejo é uma ordem” e daqui a dez anos você estará na mesma situação.
Se você tratar as pessoas de forma arrogante, prepotente e desrespeitosa, porque no fundo pensa que é um semideus detentor de todo conhecimento e sabedoria, o universo responderá que “o seu desejo é uma ordem”, e cada vez mais você se sentirá sozinho, sem amigos e sem admiradores genuínos.
Se você só pensar em dinheiro e não souber dividir parte dos honorários que ganha com as pessoas que trabalham com você, o universo responderá que “o seu desejo é uma ordem” e é bem provável que seu patrimônio seja alvo de inveja e cobiça. Além disso, os talentos que estiverem com você encontrarão uma forma de libertar-se do seu jugo.
Se você pensa que o seu sócio trabalha bem menos que você, traz menos clientes para o escritório, que estuda menos de você, o universo responderá que “o seu desejo é uma ordem” e diga adeus a um sócio companheiro para dividir os ônus e os bônus da sociedade.
Atenção ao segredo... Tenha muito cuidado com o que pensa, porque tudo que você pensar será dado para você! Você é o criador da sua própria realidade, já que ninguém mais pode pensar por você. E, bem ou mal, você é o único responsável por estar como está hoje. Sendo assim, pare para pensar sobre como são os seus pensamentos, assuma o controle da sua vida e seja feliz!"

A PALAVRA, DE NERUDA



Olá,
Um texto do Neruda para satisfazer o apetite de "palavras"...
Fonte: http://www.releituras.com.br
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento



A PALAVRA
Pablo Neruda

"Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam (...) Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda ... Tudo está na palavra ... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu ... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes ... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada ... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos ... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas .Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo ... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras."

terça-feira, 3 de abril de 2007

UM CARNAVAL INESQUECÍVEL



Olá,
Este texto é de minha autoria e foi usado para mostrar a importância do planejamento integrado, de ações visando o mesmo objetivo.
Foi criado no início do ano, ocasião em que se faz planejamento anual e estávamos próximos ao período do carnaval. Para os moradores do Rio de Janeiro, o carnaval não é só uma festa popular. Ele mexe (literalmente) com nossa rotina diária, com trânsito, comércio etc. Espero que seja útil como ponto de reflexão analógica a coordenadores e professores.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.


"Um carnaval inesquecível
Eliete Rodrigues do Nascimento

Domingo de carnaval. Sambodrómo fervendo. Anuncia-se a próxima escola. Fogos. Gritos de guerra. Alegria. Multidão acenando com bandeiras. Afinal, era a escola favorita do público. A grande campeão de muitos e muitos anos.
O carnavalesco da escola resolveu inovar: “esse ano não teremos enredo, cada diretor escolhe como a sua ala vai desfilar, cada um escolhe o que quer fazer”. E assim a escola entrou na avenida.
A comissão de frente vestia roupa de baiana. O carro abre-alas levava o nome da escola faltando algumas letras, que, por causa de alguns operários, que não concordaram com a cor escolhida pelo grupo, cruzaram os braços e não fizeram a sua parte. O mestre de bateria trocou seus instrumentos e levou para a avenida violinos, trompetes, tubas e até um piano de cauda. E o coração da escola desta vez, bateu diferente, ou melhor, não bateu. Evoluiu, esquisitamente para uma escola de samba, entre adágio e alegro. O público olhava aquilo tudo pasmo, boquiaberto.
Uma ala apareceu completamente sem fantasia, vestidos de roupa comum. Outra ala apareceu ricamente vestida com plumas importadas e paetês coloridos. Um carro alegórico levava a imagem de um antigo diretor, idolatrado por parte da velha guarda da escola. Outro carro veio com lindas mulatas “tomando banho no chuveiro da ilusão”, que os integrantes mais novos da escola consideraram ultrapassado: “ah, isto é muito antigo”... A ala das baianas resolveu fazer diferente e ao invés de baianas, vieram vestidas de prendas.
Cada ala cantava seu samba enredo preferido. Tinha até gente cantando samba de outra escola! O desfile chegou ao final. A escola passou, fez a sua parte.
Alguns jurados resolveram nem julgar e realizaram uma reunião no final do desfile para decidir o que fazer. O desfile acabou, o carnavalesco foi apedrejado, o diretor de harmonia enfartou. O patrono se perguntava: “ o que está acontecendo na minha escola”? O público se dividiu: alguns não entenderam nada , outros adoraram o desfile, outros mais esclarecidos vaiaram, outros mais fanáticos, mesmo não entendendo nada gritaram: é campeã! É campeã!"
(Texto elaborado pela C. P. Eliete R. do Nascimento)

HOMEM DE COR



Olá,
Recebi este texto de uma ex-professora e estou repassando. A fonte não me foi fornecida. Quem souber me envie. Desde já, agradeço!
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


"Meus caros irmãos
Quando nasci era negro,
Agora cresci e sou negro,
Quando tomo sol fico negro,
Quando estou com frio fico negro,
Quando tenho medo fico negro,
Quando estou doente permaneço negro
Quando morrer continuarei negro.

E você, homem branco?
Quando nasce é rosa,
Quando cresce fica branco,
Quando toma sol fica vermelho,
Quando sente frio fica roxo,
Quando sente medo fica verde,
Quando está doente fica amarelo,
Quando morre fica cinza.
E ainda tem coragem de me chamar de
Homem de cor!?"

(De um Poeta Africano Desconhecido)

A PALAVRA, DE RUBEM BRAGA



Olá,
Num blog chamado "coletânea de textos não poderia faltar "palavras"...
Rubem Braga (in, 200 Crônicas Escolhidas. Ed. Record, RJ, 2005)
Beijos e boa leitura.
Eliete Nascimento


“ A palavra
Rubem Braga
Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito _ como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse porque senti no momento _ e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário e o canário não cantava. Deram-lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele; cantarolasse; batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma melodia de Beethoven _ e o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma ligação secreta entre a alma do artista e o pequeno pássaro?
Alguma coisa que eu disse distraído _ talvez palavras de algum poeta antigo _ foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo...”