quarta-feira, 30 de maio de 2007

COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR


Olá,
Hoje trago o assunto competências dos professores. O mundo mudou, a sociedade mudou, as crianças mudaram, a escola mudou... o professor precisa acompanhar essas mudanças! O texto é um recorte de Philippe Perrenoud, “10 novas competências para ensinar”, Ed. Artmed, Porto Alegre, 2000.
Beijos e Boa leitura!
Eliete Nascimento
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10 NOVAS COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR

1. ORGANIZAR E DIRIGIR SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM – conhecer conteúdos e objetivos; trabalhar a partir da representação dos alunos; construir e planejar seqüências didáticas; envolver os alunos em atividades de pesquisa e projetos.
2. ADMINISTRAR A PROGRESSÃO DAS APRENDIZAGENS – ajustar as situações-problemas às possibilidades dos alunos; visão em perspectiva dos objetivos; laços com as teorias subjacentes; saber preceder a uma avaliação formativa; fazer balanços das aprendizagens e tomar decisões rumo à progressão, rumo a ciclos de aprendizagem.
3. CONCEBER E FAZER EVOLUIR DISPOSITIVOS DE DIFERENCIAÇÃO – administrar a heterogeneidade da turma; ampliar a gestão; apoiar alunos com dificuldades; oferecer atividades opcionais.
4. ENVOLVER OS ALUNOS EM SUAS APRENDIZAGENS E EM SEU TRABALHO- suscitar o desejo de aprender e contextualizar as aprendizagens; desenvolver no aluno a capacidade de auto-avaliação; oferecer atividades opcionais; favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
5. TRABALHAR EM EQUIPE- elaborar projetos coletivos e representações comuns; dirigir grupos; condizir reuniões; analisar em conjunto situações complexas; administrar crises ou conflitos interpessoais.
6. PARTICIPAR DA ADMNISTRAÇÃO DA ESCOLA – participar e negociar um projeto da instituição ; administrar os recursos; organizar a participação dos alunos.
7. INFORMAR E ENVOLVER OS RESPONSÁVEIS - dirigir/participar de reuniões com os pais; fazer entrevistas; envolver os pais na consturção dos saberes.
8. UTILIZAR NOVAS TECNOLOGIAS – utilizar editores de texto; explorar potencialidades didáticas dos programas; comunicar-se à distância; utilizar ferramentas de multimídia/compet~encias fundadas numa cultura tecnológica.
9. ENFRENTAR OS DEVERES E DILEMAS ÉTICOS – desenvolver uma educação que favoreça a prevenção da violência na escola e fora dela; lutar contra preconceitos e discriminações; participar da criação de regras e sanções; analisar a relação pedagógica e autoridade/responsabilidade, solidaeriedade e justiça.
10. ADMINISTRAR SUA PRÓPRIA FORMAÇÃO CONTÍNUA- saber explicitar as próprias práticas; estabelecer um balanço e um programa pessoal de formação continuada; acolher a formação dos colegas e participar dela; ser agente do sistema de formação contínua.

terça-feira, 29 de maio de 2007

OS DEZ MANDAMENTOS


Olá,
Hoje trago um recorte do texto “A pré-escola em Angra dos Reis: tecendo um projeto de Educação Infantil”. O texto na íntegra, pode ser encontrado no livro A formação da professora alfabetizadora: reflexões sobre a prática. Organização de Regina Leite Garcia. Ed. Cortez. 3ª edição. O livro tem outros artigos bem interessantes.
Beijos e boa leitura!


OS DEZ MANDAMENTOS DA PRÉ-ESCOLA

1) A criança é um sujeito interativo que aprende mediante a interação com o outro (outras crianças e/ou adultos)
2) A criança constrói conhecimentos num movimento que vai do coletivo (social/interação com o outro) para o individual (toda síntese individual “carrega” as experiências construídas coletivamente).
3) Os conteúdos trabalhados precisam ser significativos e fazer sentido para as crianças e professores. Precisam estar interligados com o que acontece dentro e fora da escola.
4) As atividades precisam ser instigantes para as crianças. Precisam ter problemas a resolver e decisões a tomar. Precisam possibilitar que as crianças avancem na construção e apropriação de novos conhecimentos.
5) O erro deve ser encarado como possibilidade do acerto, O “ainda não saber” deve ser transformado em “saber”.
6) A pré-escola pode e deve ser um ambiente alfabetizador onde as crianças, desde muito cedo, possam construir e testar hipóteses sobre a linguagem escrita.
7) A pré-escola deve garantir às crianças a possibilidade de lidar, de usar diferentes linguagens: corporal, musical, plástica, gráfica, escrita, televisiva etc.
8) O professor precisa ser sujeito do seu fazer pedagógico. Precisa ter a coragem de ousar e de criar, pois só assim verá os seus alunos como sujeitos do seu aprendizado.
9) O prazer em ensinar e aprender precisa estar presente no dia-a-dia das nossas pré-escolas.
10) A pré-escola é um espaço de construção de conhecimentos. Não é um espaço de preparação para a escola. A PRÉ-ESCOLA É ESCOLA!

CÓDIGOS DA MODERNIDADE


Olá,
Hoje trago texto sobre competências e capacidades. São os Códigos da Modernidade, do educador colombiano Bernardo Toro. O texto é de 1997. Tradução e adaptação de Antônio Carlos Gomes da Costa.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento



CÓDIGOS DA MODERNIDADE
Os Códigos da Modernidade são, segundo o educador colombiano Bernardo Toro, as capacidades e competências mínimas para a participação produtiva no século XXI. São eles:

1. DOMÍNIO DA LEITURA E DA ESCRITA
Para se viver e trabalhar na sociedade altamente urbanizada e tecnificada do século XXI será necessário um domínio cada vez maior da leitura e da escrita. As crianças e adolescentes terão de saber comunicar-se usando palavras, números e imagens. Por isso, os melhores professores, as melhores salas de aula e os melhores recursos técnicos devem ser destinados às primeiras séries do ensino fundamental. Saber ler e escrever já não é um simples problema de alfabetização, é um autêntico problema de sobrevivência. Todas as crianças devem aprender a ler e a escrever com desenvoltura nas primeiras séries do ensino fundamental, para poderem participar ativa e produtivamente da vida social.

2 CAPACIDADE DE FAZER CÁLCULOS E DE RESOLVER PROBLEMAS
Na vida diária e no trabalho é fundamental saber calcular e resolver problemas. Calcular é fazer contas. Resolver problemas é tomar decisões fundamentadas em todos os domínios da existência humana. Na vida social é necessário dar solução positiva aos problemas e às crises. Uma solução é positiva quando produz o bem de todos. Na sala de aula, no pátio, na direção da escola é possível aprender a viver democraticamente e positivamente, solucionando as dificuldades de modo construtivo e respeitando os direitos humanos.

3 CAPACIDADE DE ANALISAR, SINTETIZAR E INTERPRETAR DADOS, FATOS E SITUAÇÕES
Na sociedade moderna é fundamental a capacidade de descrever, analisar e comparar, para que a pessoa possa expor o próprio pensamento oralmente ou por escrito. Não é possível participar ativamente da vida da sociedade global, se não somos capazes de manejar símbolos, signos, dados, códigos e outras formas de expressão lingüística. Para serem produtivos na escola, no trabalho e na vida com um todos, os alunos deverão aprender a expressar-se com precisão por escrito.

4CAPACIDADE DE COMPREENDER E ATUAR EM SEU ENTORNO SOCIAL
A construção de uma sociedade democrática e produtiva requer que as criança e jovens recebam informações e formação que lhes permitam atuar como cidadãos. Exercer a cidadania significa: ser uma pessoa capaz de converter problemas em oportunidades; ser capaz de organizar-se para defender seus interesses e solucionar problemas, através do diálogo e da negociação respeitando as regras, leis e normas estabelecidas; criar unidade de propósitos partir da diversidade e da diferença, sem jamais confundir unidade com uniformidade; atuar para fazer do Brasil um estado social de direito, isto é, trabalhar para fazer possíveis, para todos, os direitos humanos.

5RECEBER CRITICAMENTE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Um receptor crítico dos meios de comunicação (cinema, televisão, rádios, jornais, revistas) é alguém que não se deixa manipular como pessoa, como consumidor, como cidadão. Aprender a entender os meios de comunicação nos permite usá-los para nos comunicarmos à distância, para obtermos educação básica e profissional, articularmo-nos em nível planetário e para conhecermos outros modelos de convivência e produtividade. Os meios de comunicação não são passatempos. Eles produzem e reproduzem novos saberes, éticas e estilos de vida. Ignorá-los é viver de costas para o espírito do tempo em que nos foi dado viver. Todas as crianças adolescentes e educadores devem aprender a interagir com as diversas linguagens expressivas dos meios de comunicação para que possam criar formas novas de pensar, sentir e atuar no convívio democrático.

6 CAPACIDADE PARA LOCALIZAR, ACESSAR E USAR MELHOR A INFORMAÇÃO ACUMULADA
Num futuro bem próximo, será possível ingressar no mercado de trabalho sem saber localizar dados, pessoas, experiências e, principalmente, sem saber como usar essa informação para resolver problemas . Será necessário consultar rotineiramente bibliotecas, hemerotecas, videotecas, centros de informação e documentação, museus, publicações especializadas e redes eletrônicas. Descrever, sistematizar e difundir conhecimentos será fundamental. Todas as crianças e adolescentes devem, portanto, aprender a manejar a informação.

7- CAPACIDADE DE PLANEJAR, TRABALHAR E DECIDIR EM GRUPO
Saber associar-se, saber trabalhar e produzir em equipe, saber coordenar, são saberes estratégicos para a produtividade e fundamentais para a democracia. A capacidade de trabalhar, planejar e decidir em grupo se forma cotidianamente através de um modelo de ensino-aprendizagem autônomo e cooperativo (Educação Personalizada em Grupo). Por esse método, a criança aprende a organizar grupos de trabalho, negociar com seus colegas para selecionar metas de aprendizagem, selecionar estratégias e métodos para alcançá-las, obter informações necessárias para solucionar problemas, definir níveis de desempenho desejados e expor e defender seus trabalhos. Na Educação Personalizada em Grupo, com apoio de roteiros de estudo tecnicamente elaborados a capacidade de decidir, planejar e trabalhar em grupo vai se formando à medida em que se permite à criança e ao adolescente ir construindo o conhecimento. Nestas pedagogias auto-ativas e cooperativas, o professor é um orientador e um motivador para a aprendizagem.

domingo, 20 de maio de 2007

DIÁRIO DE CLASSE


Olá,
Hoje trago um texto de Miguel Zabalza, professor da Universidade de Santiago de Compostela e autor de vários livros sobre educação. Tem várias publicações pela Editora Artmed. O texto de hoje é parte do artigo publicado na Revista Pátio nº 22, julho/agosto 2002. Fala sobre a importância do registro como instrumento de reflexão da própria prática. Tambémpode ser encontrado na íntegra no site:
http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=18
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento



Os diários de classe dos professores
Miguel A. Zabalza


Escrever seu próprio diário é a experiência de contar (o que você mesmo faz) e de contar-se a si mesmo (como duplo ator: o ator que realiza as coisas contadas e o ator que as conta). Experiência narrativa que posteriormente tornará possível uma nova experiência, a de ler-se a si mesmo com atitude benévola ou crítica, mas tendo a oportunidade de reconstruir o que foi a atividade desenvolvida e nossa forma pessoal de vivê-la.

Escrever sobre o que fazemos e ler sobre o que fizemos permite que nos coloquemos a uma certa distância da ação e vejamos as coisas e a nós mesmos em perspectiva. Imersos como estamos no dia-a-dia, nessa atividade frenética que nos impede de parar para pensar, planejar, rever nossas ações e nossos sentimentos, o diário é uma espécie de oásis reflexivo. É como retroceder nosso vídeo para pausar a imagem e assim poder rever um pouco mais lentamente essas cenas de nossa jornada que, na azáfama constante da ação na classe, passaram um pouco despercebidas ou simplesmente as vivemos de passagem.

Uma jornada de trabalho em que tivemos de responder a muitas demandas (quase sempre de forma simultânea) passa ao acaso. As marcas que deixa são muito débeis, geralmente meras sensações de ter trabalhado muito, de ter tido uma jornada tensa, ou simplesmente de ter sobrevivido. E isso ao final do dia. Em poucos dias, tudo desaparece; as lembranças e as imagens que restam são muito vagas e imprecisas para merecer atenção. Porém, se registramos por escrito nossa experiência, o diário será sua "embalagem", a garantia de sua conservação. E poderemos voltar a ela quantas vezes quisermos para relê-la e reler-nos. E também para refletir a respeito.

Isto é o que pode proporcionar um diário. Além do prazer intrínseco de escrever (a que se acrescenta o fato de que se escreve sobre si mesmo, que é sem dúvida nosso argumento mais caro), o diário constitui um processo através do qual se vai acumulando informações sobre o dia-a-dia. Informações que serão valiosas para poder rever todo o período narrado.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

MÃE É MÃE!


Olá,
Hoje trago um texto publicado na Revista Cláudia, em maio de 2004. Considerei pertinente pela proximidade do dia das Mães. A continuação do texto, com depoimentos e entrevistas, pode ser encontrado em http://www.claudia.abril.uol.com.br
Beijos e Feliz Dia das Mães!
Boa leitura!
Eliete Nascimento




"Mãe é mãe mas não precisa ser santa

(Por Luciana Martinelli )

Não, doutor Freud não tinha razão quando dizia que somos "por natureza" masoquistas. Não somos capazes de encontrar prazer na dedicação absoluta aos filhos, consagrando todas as horas do dia a limpar, aquecer, distrair, alimentar e fazer dormir. Hoje sabemos disso, mas, algumas gerações atrás, as mulheres descontentes com esse esquema eram tachadas de "anormais".
Como foi ficando cada vez mais difícil corresponder aos modelos de perfeição ou de "normalidade", a raiva tomou conta de muitas de nós. Mas senti-la provocava mais culpa. Não é à toa que às vezes sucumbimos, odiando os filhos e a nós mesmas por não sermos um exemplo de benevolência - ao contrário, não raro perdemos a paciência por problemas prosaicos, que nos testam todo dia.
O maior desafio da mulher ainda é conseguir aceitar os próprios limites. "O que sempre dificultou nossa vida foi o fato de termos assumido muitos papéis", frisa a psicoterapeuta junguiana Lucia Rosenberg. "Como esses papéis são muito recentes, a culpa nos acompanha no horário comercial e nas happy hours. Pelos padrões seculares, deveríamos estar vendo a lição ou assando bolo..."
Mas nós mudamos e, graças às feministas, que chamaram o instinto materno de "enorme pilhéria", pudemos respirar mais aliviadas, reconhecendo que o amor de mãe é apenas um sentimento humano e, como todo sentimento, incerto, frágil e imperfeito. Ah, que alívio poder existir fora da fôrma, desenvolvendo relações mais transparentes com nossos filhos, sujeitas a altos e baixos, como todo vínculo humano honesto e verdadeiro.
Foi assim que conseguimos virar a página e deixar de viver a maternidade como obrigação, sabendo que não há comportamento materno suficientemente unificado que permita falar de instinto ou atitude universal. "As mulheres que se recusam a sacrificar ambições e desejos ao maior bem-estar do filho são demasiado numerosas para ser classificadas como exceções patológicas que confirmariam a regra", diz a escritora francesa Elisabeth Badinter em seu livro Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno (Nova Fronteira), em que joga a pá de cal definitiva sobre a idéia da mulher "anormal", ou seja, aquela que escapa ao molde da santa senhora.
Desdobráveis, sim, heroínas, não Claro que algumas de nós conseguem desempenhar com certo talento e sem muito stress a dupla jornada de trabalho. Afinal, a maternidade é um dom, e não um instinto, e como tal há quem o possua - ou não.(...) "

sexta-feira, 4 de maio de 2007

SABER ESCREVER



Olá,
Hoje trago uma crônica de Martha Medeiros sobre a importância da escrita correta. A inspiração para disponibilizar este texto surgiu quando verifiquei alguns “deslizes” (lamentavelmente) em algumas palestras no V Congresso Internacional de Educação, que aconteceu no último dia 02 de maio no Rio Centro, Rio de Janeiro. Praticar a escrita, registrar idéias, fatos e comunicações, de um modo geral, contribui para aprimorar ou desenvolver um estilo próprio. Esta crônica foi publicada na Revista O Globo, em 15/05/2005. Foi retirado o último parágrafo.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento
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"QUEM PRECISA SABER ESCREVER?


Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito muito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: ”Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.
Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas quase deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi numrestaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar?
É preciso dizer que não há ninguém que não seja imune a erros. Todo mundo se engana, todo mundo tem dúvidas. Não conehço um único escritor que não trabalhe com o dicionário ao lado. De minha parte, sempre tenho uma consulta a fazer,nunca estou 100% segura, e mesmo tomando todas as precauções, erro. Acidentes acontecem. O que não pode acontecer é a gente se lixar para a aparência das nossas palavras.
Escrever bem_ não estou falando de escrever com estilo, talento, criatividade, apenas de escrever certo_ deveria ser considerado um hábito tão fundamental quanto tomar banho ou escovar os dentes. Um texto limpo também faz parte da higiene. Bilhetes, e-mails, cartões de agradecimento, tudo issodiz quem a gente é. Se você não sai de casa com um botão faltando na camisa, por que acharia natural escrever uma carta com as letras fora do lugar? (...)"