sábado, 16 de junho de 2007

A CRIANÇA ESPECIAL E A ESCOLA



Olá,
Hoje trago um texto de Marilda Balerine da Silva, psicóloga,sobre portadores de necessidades educacionais especiais. O texto foi retirado do site http://www.planetaeducacao.com.br,onde podem ser encontrados outros textos bem interessantes.
Beijos e boa leitura.
Eliete Nascimento


A Criança Especial e a Escola

A criança portadora de necessidades especiais, além do direito, tem a necessidade de cursar uma escola normal. A escola, na nossa cultura, é uma representante da sociedade. Portanto, alguém que freqüenta a escola se sente mais reconhecido socialmente do que aquele que não freqüenta.
Sabemos que existe preconceito quanto ao deficiente, seja qual for o problema ou o grau de deficiência apresentado. É longa a história de sua marginalização em nossa cultura. Felizmente, hoje, tenta-se minimizar os efeitos de tantos anos de exclusão. Alguma evolução se percebe a partir da compreensão do que é a "deficiência". Substituir "deficiente" por "especial" modifica um pouco a situação da criança, pois altera a nossa atitude quando compreendemos que existem necessidades especiais. Pensando assim, a criança portadora de necessidades especiais em uma sala de aula normal tem a chance de se sentir reconhecida. Um reconhecimento que humaniza.
Há quinze anos, quando ainda não se ouvia falar na pedagogia da inclusão, tive a oportunidade de iniciar minha atividade como psicóloga na Escola Carlos Saloni, em São José dos Campos. Nesse período, com total apoio da Direção da escola, sem o qual nada teria sido possível, fui, aos poucos, introduzindo, nas salas de aula, crianças com algum tipo de deficiência. No início, esbarramos no preconceito de alguns pais, mas com o irrestrito apoio dos professores, que se esforçaram em compreender a criança especial e buscaram respostas e métodos para poder dar o melhor de si, conseguimos bons resultados e isso nos encorajou a abrir espaço para outras crianças, com os mais diferentes problemas.

Para citar como exemplo, tínhamos desde uma disfunção neurológica leve, até paralisia cerebral com grave comprometimento motor. Cada uma dessas crianças, na particularidade da sua deficiência, nos ensinou muito. Melhoramos como profissionais e como seres humanos. Por isso afirmo que a diferença só acrescenta. A criança especial na escola modificou toda uma conduta que se projetou nos alunos. A solidariedade entre eles foi o que mais nos chamou a atenção. Ofereciam-se para ajudar, para empurrar a cadeira de rodas, para acompanhar ao banheiro e chegavam a fazer revezamento na hora de auxiliar o colega a copiar as tarefas do quadro negro. Até hoje é assim.

Todo esse trabalho foi desenvolvido aos poucos. Não existe fórmula ou receita para isso. Aprendemos a fazer, fazendo. Costumamos trabalhar com o apoio dos profissionais que acompanham essas crianças, em geral, da área de reabilitação, como a terapia ocupacional, a fonoaudiologia, a fisioterapia e a neurologia. O trabalho conjunto com esses terapeutas foi e é de primordial importância para a compreensão da limitação de cada aluno e para sabermos até onde podemos ir, sempre adequando nossa intervenção pedagógica. A escola, nesse aspecto, é também terapêutica.

Outro ponto delicado é o atendimento aos pais. Toda família com uma criança especial desenvolve uma dinâmica particular. Em geral, eles chegam até nós, para a entrevista, receosos, preocupados e ansiosos, pois temem a discriminação. Quando a família se sente apoiada pela escola, esse sentimento se reflete também sobre a criança, criando um clima favorável ao trabalho. Os pais precisam se sentir tão incluídos quanto seus filhos.

O importante é evidenciar que na escolarização de uma criança com necessidades especiais estão envolvidos, além da própria criança, seus pais, os terapeutas, os médicos e os educadores. Cabe à escola acolher essa criança, fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que se beneficie do contexto escolar.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Olá,
Hoje trago um texto sobre música que usei em 2006, com as professoras na Escola Municipal Bárbara Ottoni, onde sou Coordenadora Pedagógica. Fizemos uma oficina de música: trouxemos o professor de música Mauro Portugal, nosso convidado, que tocou violão, fez um trabalho sobre sons do corpo e falou sobre a riquesa da nossa cultura musical. Após a oficina prática, este texto serviu de base para nossa reflexão.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.


MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

FALANDO DE MÚSICA
“Freqüentemente a música é considerada mera distração, quando na realidade, ela é a expressão mais íntima de todos nós. As atividades artísticas constituem formas do indivíduo evidenciar suas emoções e exercer seu pensamento. A música acaba se destacando como uma dessas artes, estimulando o impulso vital, a inteligência, a vontade, a imaginação criadora, a sensibilidade e o amor, que são as mais importantes atividades psíquicas de todos os seres humanos, ou seja, a maior particularidade da música é unir, harmoniosamente, o conhecimento, a percepção e a ação.
Para aprender música não é necessário ter um talento especial. Isso pertence a todos. E um dos principais deveres da escola é o de assegurar a igualdade de oportunidade para que todo aluno tenha acesso à música e ser educado musicalmente, não importando o ambiente sociocultural de origem.
A música é um dos maiores estímulos para a ativação dos circuitos do cérebro; o objetivo da música na escola é musicalizar, ou seja, tornar o aluno receptível e sensível ao fenômeno sonoro. Desenvolver a criatividade do aluno utilizando elementos simples do cotidiano, desmistifica a idéia de que trabalhos criativos precisam de grandes elementos para a sua confecção; e isto também se aplica à música!
Apesar de haver grandes dificuldades para se trabalhar o tema “música”, principalmente nas escolas públicas, o maior alvo do professor deveria ser o de fazer com que o aluno construa uma forma de pensamento crítico. Torna-se necessário criar e/ou descobrir meios disponíveis de emergência, para não se deixar levar pelas dificuldades e falta de recursos, levando-nos a uma atitude apática de não fazer nada, além de usar a própria dificuldade como desculpa.”
(Trecho de artigo de Riane da Costa Gomes, professora de educação musical da Rede Municipal de Ensino.)

MÚSICA e EDUCAÇÃO INFANTIL
É necessário que a professora dê à criança a oportunidade de “viver” a música, apreciando, cantando, criando, movimentando o corpo. A música, associada à expressão corporal, pode ajudar o aluno a descobrir o seu próprio ritmo, ordenar a motricidade excessiva e harmonizar movimentos. Todo ser humano possui um ritmo vital, que pode ser descoberto ou educado ritmicamente através de atividades ligadas a musicalização.


A MÚSICA “DA HORA”
A música pode ser utilizada como elemento sensibilizador e marcador cronológico, auxiliando o aluno na construção e organização dos conceitos de tempo e espaço. Por isso, é importante o uso de canções que servem para marcar o início, final ou execução de determinadas tarefas, como hora da história, merenda, higiene etc. Nessas horas, principalmente nos ambientes externos, a música faz com que o aluno se sinta “parte daquele grupo”, auxiliando a professora com a disciplina e formação de hábitos.
A utilização da música como forma de marcar os tempos de transição é uma das práticas comuns nas escolas de educação infantil: “Para marcar a transição entre o tempo de trabalho e o tempo de organização, os educadores usam diversas estratégias com a finalidade de motivar e apoiar as crianças na transição de um momento da rotina para o seguinte: uma sineta, um pandeiro, uma música ” (in, ZABALZA, M. Qualidade em Educação Infantil)
Esta é uma das formas de se utilizar a música na educação infantil, mas restringir a música a estes momentos significa “tolher” o potencial criador dos alunos e tirar-lhes a oportunidade de conhecer a nossa vasta e rica cultura musical.

MÚSICA “ALÉM DA HORA”
É extremamente importante desenvolver atividades de educação musical em formas de jogos e brincadeiras, afinal, estamos falando de Educação Infantil!
A iniciação musical deve ser realizada em forma de brincadeiras, valorizando o lúdico e o prazer.
A utilização de cantigas e brincadeiras folclóricas ao longo do ano enriquece as atividades de iniciação musical. Com um folclore rico como o nosso torna-se um “desperdício” trocá-lo por canções puramente comerciais ou reproduções de músicas do folclore estrangeiro por artistas brasileiros (aqueles bem conhecidos do público infantil mas de qualidade musical duvidosa). Não devemos, com isso, excluir totalmente este tipo de música, pois elas fazem parte do universo musical e ambiente social do aluno, mas como EDUCADORES, temos o dever de oferecer educação de qualidade em todos os aspectos, além de contribuir para a formação de um olhar crítico à cultura massificada.
As sugestões de atividades estarão organizadas em fichas para melhor manuseio e auxiliar no planejamento.
As atividades de iniciação musical possuem como objetivos desenvolver e/ou ampliar:
 Senso rítmico;
 Linguagem oral e articulação;
 Expressão corporal;
 Memória auditiva e visual;
 Experiências com o corpo;
 Enriquecer o repertório musical;
 Atenção, concentração e controle;
 Livre expressão criadora;
 Hábitos e atitudes com relação ao uso de instrumentos musicais;
 Construção da orientação espaço-temporal;
 Coordenação motora;

TRABALHANDO COM INSTRUMENTOS

Antes do trabalho com os instrumentos é necessário ter explorado outras formas de iniciação musical como barulhos do corpo, pesquisa de sons, criação de sons com objetos diversos (papéis, blocos, folhas secas), observação dos barulhos na natureza e do ambiente etc
O uso dos instrumentos musicais deve ser feito gradativamente. Primeiro, é preciso fazer com que a criança os conheça. Em rodinha, apresente um determinado instrumento, deixe que cada criança pegue, aperte, sinta o cheiro, veja se é duro ou mole, se é de metal, de plástico etc. Comece com um instrumento por dia. Deixe que a criança perceba que som faz aquele instrumento, fale o nome.
É extremamente importante conversar com os alunos sobre os cuidados que devemos ter com os instrumentos: guardar cada coisa no seu lugar, e os cuidados de manuseio. A disciplina da professora para reforçar esses cuidados é fundamental e a utilização politicamente correta dos equipamentos é bem-vinda!
Beijos e bom trabalho!

Eliete R do Nascimento
(Coordenadora Pedagógica)

terça-feira, 5 de junho de 2007

COISAS QUE TODA CRIANÇA DEVE FAZER ANTES DE DOBRAR DE TAMANHO


Olá,
Hoje trago um texto adaptado do original retirado do site unilever. Achei muito interessante. São coisas que as crianças devem fazer antes que chegue a idade de achar tudo isso sem graça. Muitos pais deveriam fazer essas coisas com seus filhos. Acrescente outras coisas à lista...
Beijos e boa leitura,
Eliete Nascimento.

COISAS QUE TODA CRIANÇA DEVE FAZER ANTES DE DOBRAR DE TAMANHO
 Descer rolando um gramado
 Fazer uma torta de lama
 Fazer sua própria massinha de modelar
 Juntar ovas de sapo
 Fazer perfume de pétalas de flores
 Cultivar agrião na floreira da janela
 Fazer uma máscara de papel marché
 Construir um castelo de areia
 Subir numa árvore
 Fazer um esconderijo no jardim
 Fazer uma pintura com os pés e as mãos
 Organizar seu próprio piquenique de bichinhos de pelúcia
 Ter seu rosto pintado
 Brincar com um amigo na areia
 Fazer pão
 Fazer anjos na neve
 Criar uma escultura de argila
 Fazer parte de uma caçada cata-lixo
 Acampar no jardim
 Assar um bolo
 Alimentar um animal de fazenda
 Colher alguns morangos
 Jogar varetas
 Reconhecer cinco espécies diferentes de pássaros
 Achar algumas minhocas
 Andar de bicicleta em uma poça de lama
 Fazer e soltar uma pipa
 Plantar uma árvore
 Construir um ninho com grama e gravetos
 Encontrar dez folhas diferentes no parque
 Fazer uma horta
 Servir café na cama para seus pais
 Fazer uma corrida de obstáculos no jardim