quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL



Mais um dezembro passando e com ele mais um Natal e mais uma virada de ano...
Inicio e fim de um ciclo?
Depende de onde vc estiver.
O que você viveu em 2010?
O que você espera para 2011?
Sonhos alcançados?
Sonhos desfeitos?
Novos sonhos?
Vida sem sonhos?
Novos ou velhos caminhos?
Velhos amigos?
Novos amigos?
Os amigos de sempre?
Vida de mesmice?
Vida de novidades?
Virtudes?
Felicidades?
Amores mantidos?
Amores destruidos?
Amores pensados?

Seja qual for a sua escolha,
que ela sirva para te fazer feliz,
que seja uma escolha ILUMINADA!

FELIZ NATAL! FELIZ 2011!

Eliete Nascimento

sábado, 27 de novembro de 2010

PELA PAZ



"Paz pela Paz", de Nando Cordel...

A paz do mundo
Começa em mim
Se eu tenho amor,
Com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão,
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor

Paz pela paz - pelas crianças
Paz pela paz - pelas florestas
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.


Paz pela paz - pro mundo novo
Paz pela paz - a esperança
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

RIQUEZA E POBREZA



Olá,
Hoje trago um texto da Martha Medeiros publicado na Revista O Globo em 25/06/2006. No texto ela cita Washington Olivetto (publicitário da W Brasil) falando sobre pobres e ricos, numa perspectiva em que “pobreza” e “riqueza” não se relacionam somente a dinheiro.
Nas escolas, pode-se observar que, no cotidiano, crianças com muitas dificuldades de disciplina, formação de hábitos e limites não é a classe economica-social a que pertence que estabelece qual o parametro, mas sim o grau de envolvimento dos responsáveis na educação das crianças. Passar valores como honestidade, cumprimento do dever, respeito as regras nem sempre é feito e há responsáveis que estimulam as crianças a desrespeitar normas, horários, etc.
O que dizer quando uma amiga de profissão, que você julga ser uma pessoa esclarecida, diz, referindo-se ao filho de 2 anos e meio: “eu vou levar ele na escola, se ele gostar e quiser aquela escola eu faço a matrícula“. Pasmem! Com apenas 2 anos de idade a criança é capaz de escolher a própria escola, segundo essa mãe!
Lamentações à parte, vamos ler sobre “riqueza” e “pobreza” pela Martha Medeiros e Washington Olivetto.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.



“OS RICOS-POBRES
Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava um milhão de reais por mês e que em entrevista vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como um exemplo de pessoa pobre. Agora leio uma declaração de Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e cultura); os pobres-ricos (que não têm dinheiro mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam novas e boas ideias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, museus ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.
Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não tem saldo invejavel nos bancos, mas são criativos, efervescentes, abertos. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira.
O que temos aqui, em maior número, é o grupo que Olivetto não mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso a cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à merce, feito zumbis. E temos os ricos-pobres, que tem o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste pais um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito.
Exemplos? Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada. Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou a embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública. O Audi é só um disfarce que ele pôde comprar, no fundo é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial.
Os ricos-pobres não tem verniz, não tem sensibilidade, não tem alcance para ir além do obvio. Só têm dinheiro. Os ricos-pobres pedem no restaurante o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém, vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas, viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet, possuem tvs de plasma em todos os aposentos da casa e só assistem a programas de auditório, mandam o filho para a Disney e nunca foram numa reunião da escola. E claro, dirigem um Audi e jogam o lixo pela janela. Uma esmolinha a eles, pelo amor de Deus!
O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os ricos-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e se valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros individuos que fazem malabarismo para sobreviver, mas por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante. É este luxo de que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube, e recurso não é só money: é atitude e informação.”

domingo, 17 de outubro de 2010

ADORÁVEIS PROFESSORES


Olá,
Hoje venho comemorar o Dia dos Professores aqui no blog com um certo retardo.
Mas para quem é professor, dia do professor é todo dia!
Ando com pouca sem inspiração para escrever algo com as minhas próprias mãos para minhas queridas amigas professoras.
Quando você tem a sorte de ter somente um emprego de professora, você chega na escola, dá a sua aula e vai embora. Cria laços, cria amigos, mas dá o final do dia e você ainda é você.
Quando se tem dois empregos ou mais como professora, suas amigas professoras viram quase parentes: são elas que escutam tuas dores, sofrem com a tua TPM, vibram com o teu sucesso, dão palpites sobre tua roupa, ouvem tuas ideias (mesmo quando são malucas), te “obrigam” a compartilhar um brigadeiro...
Professoras prometem que vão tomar chope sem falar de escola. Começa bem, a conversa roda e cai na escola; aí alguém da mesa avisa: “não pode falar essa palavra”! A conversa roda de novo, vai para a novela, vai para as eleições, “e a Marina, hein?”, roda de novo e cai na escola!
Às minhas colegas professoras,
Às minhas colegas de escola,
Com quem compartilho meus dias,
minhas maluquices diárias,
minhas manias,
meus sonhos e ideais de educação,
Meus parabéns pelo dia do Professor!

Segue um texto da Nilma Lacerda, que eu acho lindo e fico torcendo para que , assim como muitas professoras que conheço, que já acharam seu estilo, seu caminho, que cada professora se encontre no melhor que há de si mesma!
A foto acima é do filme Mr Holland- Adorável Professor.

Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


“Para solo e orquestra
Nilma Lacerda


Tem professor que segue o livro.
Tem professor que duvida.
Tem professor que arma conta.
Tem professor que pensa o problema.
Tem professor que aceita o caderno de caligrafia.
Tem professor que aposta na folha em branco.
Tem professor que ensina o uso da régua e esquadro.
Tem professor que prefere à mão livre.
Tem professor que gosta de flor no caderno.
Tem professor que prefere a pauta.
Tem professor com voz de trombone.
Tem professor com voz de flauta.
Tem professor que deixa entrar depois da chamada.
Tem professor que não dá presença para quem chega atrasado.
Tem professora que é meiga e o aluno aprende melhor.
Tem professor que é durão e o aluno aprende pra sempre.
Tem professor que chora de emoção quando o aluno difícil aprende a escrever o nome.
Tem professor que ri quando pega a carta de amor escondida entre as folhas do exercício.
Tem professor para quem a letra é um traço escuro na folha branca. Tem professor para quem a letra é um risco claro no espaço escuro. Tem professor que gosta do livro na escola.
Tem professor que prefere o livro na vida.
Tem professor pra quem biblioteca é o prédio mais importante de um país.
Tem professor que acha que a biblioteca é dentro de cada um: pode-se mergulhar.
A orquestra se faz de agudos e graves e a música nasce da disposição das vontades e dos talentos dos maestros.”

terça-feira, 12 de outubro de 2010

MARIO QUINTANA E DIA DA CRIANÇA



Olá,
Hoje trago um texto do Mário Quintana em homenagem ao dia da Criança.
Uma amiga, Márcia Valente, me mandou este poema por email esta semana e achei que seria pertinente postar no blog hoje, Dia da Criança!
Ás vezes me sinto assim, como alguém que era criança e de repente envelheceu.
__Socorro, “quero meus brinquedos de volta", também!

Tive uma infância permeada de muita brincadeira, que hoje tornam minhas lembranças ricas, e por isso mesmo muito mais vivas.
Por vezes me sinto como alguém que cresceu e virou gente grande (não tão graaaaande asssim)mas ainda guarda certas coisas de criança: tem dias que vivo perguntando o porque das coisas, numa curiosidade sem fim; tem dias que me pego rindo a toa; tem dias em que a brincadeira flui com a mesma facilidade que flui nas crianças; não consigo tomar sorvete sem fazer uma pequena lambança; coleciono coisas do homem-aranha e da fada sininho (isto é um pequeno segredo revelado, vou falar bem baixinho... eu adoro o homem aranha!); me sinto maravilhosamente bem assistindo filmes de aventuras; e muitas outras coisas mais, que a esta altura não sei se é criancice, ou se é caduquice.
Prefiro acreditar que é criancice e manter acesa a chama de criança que (ainda) vive.
Que viva a criança em cada um de nós!
Que possamos manter a inocencia, a alegria, a curiosidade, a arte de ser criança. Se não todos os dias, pelos menos em alguns momentos. O suficiente para que a chama não se apague.



RECORDO AINDA

Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

Mario Quintana

domingo, 3 de outubro de 2010

VIAJANDO COM O GOOGLE EARTH


Cada dia me encanto mais com diversos lugares do mundo. Como (ainda) não posso ir a todos os lugares que desejo, utilizo o Google Earth para “navegr” por alguns lugares do mundo que estão pertinho, na minha tela, mas ainda distantes do bolso. A Revista Veja desta semana traz, inclusive, uma matéria sobre o Google Earth abordando a cobertura que eles estão fazendo no Brasil para o “street view” (um recurso que permite passear nas ruas das principais cidades do mundo, quarteirão por quarteirão).
Fico pensando nas possibilidades do Google Earth numa aula de geografia por exemplo, mas pelo que sei o programa ainda é sub-utilizado pelas escolas.
Fico impressionada pela beleza natural deste planeta em que vivemos. Mesmo com a degradação que lhe impõe o bicho homem, alguns lugares são de uma magnitude ímpar.
Tem lugares estranhamente bonitos. Lugares em que a natureza é soberana, em que a estranheza gera boniteza. Um monte de pedras que adquiri formas quase conscientes. Paisagens que parecem saídas de poemas. Lugares que parecem criados por mãos divinas. Árvores que parecem que vão conversar conosco a qualquer momento. Animais que parecem humanos...
Quando vi o filme UP e principalmente depois de assistir ao making off do mesmo, fiquei fascinada pelo Monte Roraima. Já conhecia suas histórias, algumas lendas, mas a beleza do lugar é algo fascinante.
Fotos de lugares que achei por aí...
Beijos e boa viagem!
Eliete Nascimento












domingo, 19 de setembro de 2010

QUAIS SÃO AS MÚSICAS DA SUA VIDA?


Olá,
Hoje estava no computador pesquisando sites diversos e resolvi fazer uma coisa que não fazia já há algum tempo: escutar música! Coloquei o fone de ouvido e quando percebi estava cantando em voz alta, parecendo uma doida: voz horrorosa e ritmo zero! Mas feliz da vida!
Vivemos no tempo em que os CDs estão sendo abandonados pela facilidade da internet em baixar e ouvir as musicas desejadas. Outro dia briguei com a minha filha que gastou parte da mesada comprando um CD. Não é que no dia seguinte , comentando o assunto, descobri que ainda tem gente que faz isso,(e pasmem!) era gente dos seus dezessete anos, como ela!
Eu sempre gostei muito de música. Acho que a música tem o privilégio de marcar a nossa vida.
Quem não tem as suas músicas preferidas? Quem não tem uma seleção de músicas que gosta de ouvir enquanto faz uma comidinha? Musicas para ouvir no banho? Músicas para relaxar? Para dançar? A música que marcou o seu primeiro beijo? Um época boa da sua vida? A música que seus pais ouviam? Músicas que você curtiu na adolescência? Tem aquelas músicas que te deixam triste, outras que te deixam para cima, outras que te levam para outros lugares.
Pense nas músicas da sua vida...
Outras músicas nos enternecem quando conhecemos suas histórias, como “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, que eu já achava tão delicada, e achei mais ainda quando soube que o Roberto Carlos compôs esta música para o Caetano Veloso, nos tempos em que Caetano estava exilado em Londres, banido pela ditadura militar.
Outras músicas mostram a sensibilidade de Dorival Caymi falando do mar, Beto Guedes e o seu Amor de Índio: “sim, todo amor é sagrado, e o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor”; Flavio Venturini cantando “Noites com Sol” é divino; Caetano cantando Fera Ferida, Cassia Eller cantando "Malandragem", "Primeiro de Julho", Cazuza cantando "Faz parte do meu show"; Frejat cantando "Segredos"; e claro,Tom Jobim cantando WAVE...
E por aí vai...
São muitas listas, sem contar as internacionais, as românticas, as eruditas começando por Debussy e ganhando a grandeza de Mozart!
Doei e vendi a maioria dos meus LPs, aquelas bolachas pretas de vinil, mas confesso que não tive coragem de me desfazer de alguns, como o primeiro e o segundo álbuns do Barão Vermelho, um deles vem escrito assim “esse disco é para ser ouvido alto”! Alguns LPs do Bob Dylan, do Caetano, uma relíquia do Led Zepellin, um álbum do Pink Floyd, três Alan Parsons. Acho que mais do que LPs pura e simplesmente, representam uma parte da minha vida, por isso o apego.
Mas hoje a gente não precisa mais ligar rádio, cd, nem dvd.
Vai uma dica de site de música:
http://www.kboing.com.br
No kboing tem música, letra, ringtones etc, para ouvir SEM PRECISAR BAIXAR. Nem todos os créditos das letras são corretos,consulte outras fontes se tiver dúvidas.
Comece sua semana com uma boa música!
Eliete Nascimento

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

RENOVAR A CASA, RENOVAR A ALMA



Olá,
Com devem ter percebido, ando sem inspiração para escrever.
Em compensação, ando inspirada para modificar algumas coisas aqui em casa.
Renovar, mesmo que seja apenas um cantinho da casa é algo que traz uma sensação boa, traz um espírito novo.
Uma cortina aqui, uma pinturinha numa parede ali, uma planta num vaso novo, um quadro acolá e pronto: sua casa ganha um pouco mais de cuidade e carinho. Aproveitei o último feriadão e fizemos algumas coisinhas pendentes. Ainda faltam algumas tarefas, como procurar um estofador que trabalhe com um tecido chamado “aquablock”, parece que é um tecido à prova de gatos.
Como eu tenho um casal de gatos, vou procurar...
Na busca por idéias, achei muitos blogs e sites com coisas legais, como este tapete da foto, colorido, um ar de “prá cima”. Amei! Se tivesse um cantinho aqui em casa que o comportasse sem brigar com a decoração eu teria um nesse estilo! A foto foi retirada de http://achadosdedecoracao.blogspot.com/search/label/HOME%20OFFICE.
Aqui vão os endereços de alguns dos blogs e sites com idéias excelentes. Muitos desses sites e blogs são feitos por designers, decoradores, arquitetos, divulgando seu trabalho ou apenas divulgando ideas.
Ah, entre os muito benefícios da internet... ideias!

http://barraco-chic.blogspot.com/
http://home-boxer.blogspot.com/
http://achadosdedecoracao.blogspot.com
http://casa.abril.com.br
http://guiadaarquitetura.blogspot.com
http://artezanalnet.com.br
http://elisangelainteriores.blogspot.com
http://viverbemecomestilo.blogspot.com

Beijos e boa renovação!
Eliete Nascimento!

domingo, 8 de agosto de 2010

A SAUDADE É UMA ESTRADA MUITO LONGA



Olá,
Assim como o Dia das Mães não passou em branco aqui no blog, o Dia dos Pais também não passará. Meu pai, infelizmente, já se foi. Não posso nem dizer que foi fazer companhia para a minha mãe, porque, pouco antes dela morrer, eles não se falavam. Aliás, ela não falava com ele!O mais incrível é que a minha mãe falava com a esposa do meu pai, mas não falava com meu pai. Se eu tivesse tomado ao pé da letra todas as dores da minha mãe, talvez eu também não estivesse “de bem” com o meu pai na ocasião da passagem dele. Mas isso era lá com eles...

Eu confesso que tenho mais propriedade ( e intimidade) para falar sobre minha mãe do que do meu pai. Convivi mais com meu pai depois de adulta do que na infância. Meus pais se separaram e eu era bem pequena. Foi meio penoso para a familia, mas aos poucos eu, minha mãe e minhas irmãs aprendemos com esse novo estilo de convivência. Meu pai não me contou histórias para dormir, não me levou no Maraca para assitir futebol, não me levou na pracinha. Mas ele foi não foi menos pai por isso. Ele foi pai do jeito dele, do jeito que sabia ser.

Alguns anos após a separação, ele se casou de novo e sua esposa, que veio a se tornar nossa grande amiga, ajudou-o a corrigir e a não repetir desentendimentos do passado com a familia. Desse casamento, uma filha adotiva ajudou a selar a união.

Meu pai era um sujeito por vezes engraçado: sempre foi magro como pau de virar tripa. Comia pimenta malagueta pura, às vezes colocava no pão. De vez em quando ga-ga-guejava de leve. Se ficava nervoso ga-ga-ga-ga-ga-ga-guejava muito! Gostava de andar com aquelas sandálias tipo alpargatas que ele mandava fazer sob encomenda num sapateiro amigo dele, de longos anos, lá em Cascadura, ou Madureira, não me lembro bem. Um sábado, dia de São Jorge e aniversário de uma das minhas irmãs, ele aparece na casa dela de camisa branca estampada de vermelho e de alpargatas vermelha. Eu, que não deixava passar nada, claro, imediatamente olhei para o pé dele e soltei essa: “Ô pai, que sapato esquisito é esse?” E ele me respondeu: “É desse que eu gosto, só uso isso!”. E foi um motivo de riso geral, mas ele não se importava. Por trás daquela aparência de timidez, havia personalidade suficiente para andar de alpargatas vermelhas!

No dia do falecimento de minha mãe ele acompanhou tudo em silêncio, como num tributo,talvez para acompanhar o silêncio que ela, em vida,tinha com ele.

Nos últimos anos, ele preocupava-se com minha filha.Preocupava-se com meu sobrinhos. Preocupava-se com a minha irmã mais velha, que mesmo depois de 30 e tantos anos, não engolia aquela a separação.
Mas em 2006 seu coração não aguentou. Antes de ir embora fez questão de ver todos as filhas, netos e netas. Num domingo de agosto, após a visita de cada um da família, deitou para dormir e descansou.
Hoje, nossa saudade, nossa homenagem, nosso carinho!
A todos os pais que conheço, a todos os pais dos amigos e amigas,
Feliz Dia dos Pais!
Eliete Nascimento

sábado, 17 de julho de 2010

ADOTE UM GATO VOCÊ TAMBÉM!



Numa atitude corajosa, resolvemos adotar em março de 2009, dois gatos já adultos que não tinham lar. No gatil, ele se chamava Magrelo. Chegou aqui muito magro (claro!), cabeçudo, recém-castrado e muito medroso. Quando o vi, tive a certeza de que ele era O Gato! Domenico lembra Gigi, um gato que tive na infância e que infelizmente teve um final triste: morreu atropelado. Domenico tem tanta afinidade comigo (especialmente) que fico me perguntando se ele seria uma reencarnação de Gigi. Já a gata Linda era chamada de Bochecha no Gatil. Ela fez tanto charme que nos apaixonamos por ela e a adotamos. Após as visitas ao veterinário, vacinas etc, podemos dizer que os dois hoje se sentem seguros e felizes.

Domenico, o macho, embora com porte de predador, é manso como uma gazela, sem desmerecer sua macheza! Recebeu este nome por causa do escritor italiano Domenico De Masi, de quem somos fãs. Enquanto Domenico De Masi, o original, prega o “Ócio criativo”, o Domenico daqui fica só no ócio: “criatividade dá muito trabalho” tenho certeza de que falaria, se pudesse. Entre uma dormida e outra, acorda, faz alongamentos e come. Na hora de comer, a preguiça de Domenico, o gato, cede lugar a uma fome de estivador: parece até que trabalhou o dia todo! Mas além de dorminhoco, Domenico também é carinhoso e brincalhão.

Linda, a fêmea, é esperta e arisca. Assusta-se facilmente com qualquer barulho de saco plástico, o que pode nos revelar maus tratos sofridos anteriormente. Recebeu o nome de Linda por motivos óbvios. E porque além de Linda, também é muito charmosa, virou “Linda Demais”. Comporta-se como uma lady: se a caixa de areia estiver suja, ela fica parada, de plantão e só faz as necessidades após a limpeza da caixa. Na hora de dormir, ela cobre o rosto com uma das patas. Por baixo de seus macios pelos pretos e brancos, pode-se ver sua pele rosada, linda... Na hora de comer, parece uma menina dengosa: um pouquinho de cada vez! Demonstra guardar rancor: precisei passar uma pomada nos seus olhos por causa de um probleminha e não é que ela levou meses sem vir no meu colo?! Fora o fato de ser “geniosa” de vez em quando, poderia perfeitamente, estrelar Aristogatas, da Disney!
Aqui em casa chamamos de os "quase humanos". E somos muito felizes juntos!
Adote um gato você também!
Se você quiser adotar um gato, ligue para a Cecília, nossa querida protetora da Gatinhos do Humaitá. Tel. (21) 9144-6671 ou 3045-9742.
Beijos e boa sorte!
Eliete Nascimento

terça-feira, 29 de junho de 2010

UM DIA DAQUELES




Um dia daqueles...
Tem dias que parece que tudo dá errado! Geralmente, nestes dias, os acontecimentos começam logo cedo. Aí, você pensa: “o dia começou mal”, constatando a realidade. Ouve de outra colega nos primeiros quarenta minutos de trabalho: “hoje o dia vai ser quente, já começou assim de manhãzinha”...
Nestas horas tem aquela outra colega, supersticiosa de plantão, que diz: “não pode falar assim, isso atrai coisas ruins”...
Conforme o dia vai passando, e estes dias, incrivelmente, parece que passam mais devagar, a sucessão de “acontecimentos”continua. Lá pelas tantas da manhã, cansada de tanta coisa estranha acontecendo, você pensa: “vou voltar para a cama, dormir e acordar de novo. Será que melhora?”
Pena que não dá para fazer isso! O trabalho numa escola urge. E às vezes também ruge!
Aí vem a hora do almoço.
Você almoça, vai na rua, se distraí um pouco, vê televisão, assiste um pedacinho do jogo da Copa, toma um café, volta para o segundo round. Neste dia, parece que os deuses tentam te recompensar com um almoço magnífico, proporcionado pela gentileza de um colega de trabalho. Aí você pensa: “ah, que bom, algo para salvar o dia!”
O início da tarde tenta te enganar com uma falsa calmaria...
Conforme a tarde vai passando, mais acontecimentos vão se desenrolando. No final do dia você ainda se pega apagando incêndios.
Na hora de fazer a contabilidade diária, os números não batem: de bom, o almoço, o desenvolvimento de um projeto que anda de vento em popa; de ruim: músculos tensos, alta dose de aborrecimento, duas atas, horário estendido, sangue envenenado por uma adrenalina negativa.
É preciso zerar este débito!
O antídoto: a sua casa, aconchegante; um banho quente; alguém para fazer uma massagem; um pouco de pernas pro ar; um pouquinho de jogo no computador (diz uma amiga que o jogo “esvazia a cabeça”); lanchinho gostoso; uma taça de vinho, quem sabe?; uma palavra amiga; uma família acolhedora; um filminho despretensioso...
Ah, e se você tiver religião, uma reza muito forte!
Porque amanhã tem mais! Mas tem a possibilidade de ser melhor!
Graças a Deus!
Eliete Nascimento

quarta-feira, 23 de junho de 2010

UM MONTE DE IDEIAS




Olá,
Hoje retorno ao blog depois de um tempo sem postar. Na verdade, ando escrevendo outras coisas e o tempo fica curto quando temos um monte de ideias dentro da cabeça.
Parece que a gente não sossega enquanto não “transfere” tudo para o computador, para o papel. Seja lá qual for o meio, é preciso colocar as ideias para fora...

Ultimamente tenho feito isto regularmente. Enquanto isso, em outras áreas, parece que as ideias se esgotam. Acho que o que acontece é que a cabeça está concentrada, pensando numa determinada coisa. Parece uma fixação. Outro dia fiquei de pé, parada com a porta do quarto de empregada (que aqui em casa chamamos de o quarto do pânico) aberta. O quarto serve para guardar coisas. Fui pegar algo lá e EXATAMENTE na hora que abri a porta, me ocorreu uma solução, uma fórmula melhor para algo que estava escrevendo aquele dia. Fiquei parada, pensei: é isso! Deve ser isso que o cientista experimenta quando descobre algo. Resultado: fui para o computador com a nova ideia, mas esqueci o que tinha ido buscar lá. Coisa estranha...
Depois que escrevi tudo, bem depois, lembrei: fui buscar uma edição antiga de uma revista de decoração que havia prometido para uma colega!
No trabalho de vez em quando fico com crise de ideias. Aí, viro para uma das minhas parceiras e peço uma ajuda: o que você acha? Que tal? Me dá uma ideia para melhorar isto ou aquilo...Uma delas sempre me cobra dez reais por qualquer ajuda. Do jeito que estou em crise, vou ficar devendo muito...
Ate pensei se não estaria na hora de fazer uma coisa de cada vez. Bem, tem coisas que realmente precisamos fazer uma de cada vez. Outras não, como ler, por exemplo. Pelo menos para mim. Tenho mania de ler várias coisas ao mesmo tempo, mas nunca leituras da mesma natureza. Por exemplo: um livro de ficção, com um de não ficção, com um relacionado ao trabalho, e assim vai. Atualmente estou lendo "Alice" numa edição especial que comprei no salão do livro e um sobre "Mitologias", ambos da Zahar; também leio "O que é qualidade na literatura infanto juvenil", da DCL e na cabeceira tem aquela coletânea de Crônicas que os professores da PCRJ ganharam: "As cem melhores crônicas da literatura brasileira", da Objetiva, que vou desgustando aleatoriamente. Uma amiga já ligou dizendo que o novo livro do Marcelo Gleiser já está na casa dela me esperando. E tem mais alguns na fila...
Tudo bem, podem me chamar de doida!
Mas eu gosto...
Eliete Nascimento

sábado, 29 de maio de 2010

TRABALHAR COM CRIANÇA É MUITO BOM!











Olá,
Hoje trago um texto sobre as crianças e aquilo que elas falam. Coisinhas colhidas no dia a dia com os pequeninos.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento





Trabalho numa escola grande com muitas crianças pequenas.
Lá, tem sempre muito trabalho. Todo dia aparece criança que tem uma dorzinha de barriga, criança que tem febre, criança de tudo que é jeito.
Crianças são alegres, são falantes. Por vezes suas falas são também engraçadas e quebram a rotina do dia.
Quem não esta habituado me diz: “como você consegue trabalhar com este barulho de crianças o tempo todo?” Como resposta basta um sorriso...
Um dia de silêncio pode ser revelador: se a escola está sem nenhum barulho, muito silenciosa... ou não tem aula ou é sinal de que alguma coisa está muito errada! Afinal, criança fala, canta, joga, grita, imita bichos, imita gente, conversa, sussurra...

Quando não conhece ou não entende alguma coisa a criança inventa, fala do seu jeitinho, mas sempre dá o seu recado:

1)Num dia desses um menino chegou na secretaria segurando o outro pelo braço, assim como quem está amparando e me diz:
__ A tia pediu para você ver a “altura” dele.
Olhei para ele e perguntei sério:
__A “altura”? Para quê? (já havia percebido que o outro aparentava estar doente).
__ É para ver se ele tá com febre! (claro, era temperatura...)


2)Uma menina voltou de uma viagem que fez com os pais ao Ceará e falou para a Diretora:
__Eu tomei banho de “açu”... (era açude).


3)Um dia uma criança chega na secretaria e fala num tom solene:
__ A minha professora está pedindo o “caderno redondo”.
Silêncio. Uma diretora olha para a cara da outra. O que seria isso? A tecla SAP acende: era o caderno circular, o caderno em que os avisos são passados!


4) Ao me ver usando a minha mesa que fica na secretaria da escola uma criança falou:
__ Você trabalha aqui neste escritório?


5) Eu estava numa turma substituindo uma professora. Auxiliei um grupo de meninas a montar o quebra-cabeças das Princesas, depois tirei fotos quando elas conseguiram montar sozinhas. Uma delas virou para outra e disse:
__ Ela gosta da gente, né?


Estes são alguns momentos que nos fazem lembrar que
TRABALHAR COM CRIANÇA É MUITO BOM!
Eliete Nascimento

domingo, 16 de maio de 2010

JARDINEIRO FIEL




Olá,
Lendo Fernando Pessoa comecei a refletir sobre relacionamentos e práticas de jardinagem. O título da postagem serve como dica de filme, nestes tempos de Copa do Mundo na Africa, vale a pena assistir, mas os temas são política, indústria farmacêutica, no continente africano. É um filme muito bom para quem gosta de filmes de fundo político. É que me lembrei que no filme, mesmo nas situações adversas, o jardineiro nunca se esquecia das plantinhas...
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


Fernando Pessoa, sob o pseudônimo de Ricardo Reis compôs um poema que começa assim “segue o teu destino/rega as tuas plantas/ama as tuas rosas/ o resto é sombra de árvores alheias/ a realidade é sempre mais ou menos do que queremos” (...) .
Gosto de Fernando Pessoa incondicionalmente, com todos os seus “nomes”.
Dia desses a filha de uma amiga muito querida, que faleceu em fevereiro, me escreveu dizendo que estava “tentando cuidar de todas as plantinhas da mãe dela”, mas que não tinha muito tempo e se desesperava com a possibilidade de não conseguir. Claro que ela não estava se referindo às flores de verdade, mas às pessoas a quem a mãe dela cativou, com o coração, com o respeito, com a sinceridade, exemplos de amizades que mesmo com regas espaçadas não morreram; relações que floresceram vagarosamente, acariciadas pela sabedoria do tempo.

Ao longo da vida, regamos muitas plantas, amamos muitas rosas. Outras vezes somos nós as rosas; somos nós as plantas, cuidadas por algum “jardineiro fiel”.

Por vezes, são relações que não se baseiam em amizades, mas sim relações de respeito e admiração. Não é bom ter alguém para admirar? Alguém para se inspirar como exemplo de luta? Alguém para dizer: “quando eu crescer quero ser igual a você!” Eu já disse isso no pé do ouvido de alguém que eu admirava muito!

E tem aquelas relações de guru: você precisa de um conselho e em quem você pensa? naquela pessoa! Você está passando por uma situação difícil, pega o telefone e liga para aquela pessoa! E quando a relação de respeito vira uma amizade baseada na sinceridade, quando fala a outra voz, lá no fundo você pensa: “sabe que ela tem razão?!”

E quando as relações estão no trabalho?
Às vezes, no ambiente de trabalho precisamos fazer regas também. As rosas, espinhentas, porém especiais, afinal, dão flores magníficas, tudo certo! Mas e aquelas plantas teimosamente espinhentas, venenosas e que não florescem nunca? Ah, mas cabe agora ao jardineiro fiel oferecer uma pá de generosidade, e com ela, sementes do bem, pois elas também precisam de rega, muita água, talvez precisem muito mais de água do que as rosas...
Considero que o melhor é cumprir à risca, mesmo na ordem inversa, o que diz o Pessoa: “ama as tuas rosas, rega as tuas plantas e segue teu caminho”...
Eliete Nascimento

quarta-feira, 5 de maio de 2010

MÃE É BOM MAS DURA POUCO




Olá,
Hoje trago um texto sobre mãe, claro! Com toda saudade, com todo carinho, com todas as lembranças maravilhosas da minha mãe!
Desejando Feliz Dia das Mães para as amigas e suas mães.
Um beijo especial e boa leitura!
Eliete Nascimento.


MÃE É BOM MAS DURA POUCO

Para quem tem ao seu lado uma mãe “vivinha da silva”, o segundo domingo de maio pode ser uma data especial, afinal toda a mídia fala sobre o dia das mães. Mas para aqueles cujas mães já se foram, esse dia é só um dia a mais para sentir saudade.
Mário Prata diz numa crônica que “filho é bom, mas dura muito” e eu digo que “mãe é bom, mas dura pouco”. Não adianta, sua mãe pode morrer bem velhinha, mas ainda assim você vai achar que é pouco.

O sentimento que temos pela mãe, este sim, dura muito. É uma saudade sem fim. Às vezes vem precedida de um susto: você acorda atrasada, toma banho, está se maquiando para ir ao trabalho, com pressa, cabelo preso, cara no espelho, se olha e pensa: “nossa, estou igualzinha a minha mãe” e depois disso vem um aperto no peito. Mas prende o choro e sai correndo para trabalhar, afinal, quem foi que te ensinou a cumprir com seus compromissos?

No outro dia você está com sua filha e diz “não pode jogar comida fora, tem muita gente passando fome no mundo”. Pronto! Lá está a ela, a sua mãe, de novo!

Um dia você acorda de madrugada e fica olhando a lua pela janela, com um nó na garganta, seu marido acorda assustado e pergunta “ o que foi, meu amor, está passando mal?” e você responde, já chorando baixinho: “to com saudade da minha mãe” e nestas horas um abraço reconfortante é tudo que você precisa...

Ela, a sua mãe que já se foi, está todos os dias na sua casa! Seja quando você está pensando na roupa com que vai usar para ir ao trabalho no dia seguinte “deixe sua roupa arrumada de véspera”; seja quando você coloca uma foto no Orkut e um primo comenta: “nossa, você esta muito parecida com a minha tia nesta foto”.

A cada alegria que você vive, pensa: “ela ia gostar disso”; a cada tristeza, você pensa: “ah, como eu queria deitar no sofá e colocar a cabeça no colo da minha mãe”...

É uma saudade tão forte, tão presente, tão fazendo parte de você, das suas ações, do seu jeito de ser...
Eliete Nascimento

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PROFESSORA E MÃE: DA PRÉ-ESCOLA AO ENSINO MÉDIO


Olá,
O texto de hoje é sobre ser professora de educação infantil e mãe de adolescente. Se você conhece alguém nesta situação, indique este texto, já!
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento





Professora de educação infantil e mãe de adolescente! Dá para conciliar as duas coisas sem enlouquecer?
Tem gente que tenta...
Às vezes é preciso sair do “normal” para conseguir resultados com os filhos adolescentes em casa e com as crianças pequenas na escola. Com as crianças talvez seja mais fácil, não por serem pequenas, pois mesmo as pequenas desafiam o adulto todo o tempo. Mas a professora sai na vantagem: não é a mesma natureza da relação de mãe, não existe a intimidade sentimental que se tem com mãe. A escola que investe no ambiente escolar faz com que a criança goste de ir para a escola. Ponto para a professora, que tem parte de seu trabalho facilitado. Na escola de educação infantil brincadeira e aprendizagens rodam de mãos dadas, como numa autêntica ciranda. As brincadeiras fora da escola não se distanciam muito das brincadeiras organizadas dentro do ambiente escolar. Por vezes surgem perguntas tipo: “tia, como é que a árvore sabe que está na hora de dar frutas?”
E o adolescente? Aí a coisa muda de figura! Ensino médio, preparação para o vestibular. Não tem brincadeira, nem ciranda, nem mãos dadas. É cada um por si, na corrida para garantir vaga nas melhores universidades do país. Você pode até discordar, do vestibular, do sistema, do Enem, disso tudo, mas é assim na maioria das escolas. Nessa corrida, intensificar os estudos é de praxe. As mães enlouquecem: estabelecem hora certa de estudos, confiscam computador, limitam chamadas telefônicas, ou podem até mesmo dar uma de maluca, como essa mãe abaixo:

Sentada à mesa da sala, a mãe cutuca a filha que está sentada ao seu lado usando o computador, (claro!) e em tom solene anuncia:
___ Vou tirar você da escola!
___ O quê?!__ vira-se para a mãe, tirando o fone do ouvido.
___ Vou tirar você da escola!
___ Trocar de escola agora, quase no meio do terceiro ano? Você tá louca, mãe? E os meus amigos? Que bizarro...
___ Eu não falei que vou “trocar você de escola”, eu falei que vou TIRAR você da escola!
___ E eu posso saber por quê dessa maluquice? __ tom de deboche, tipicamente adolescente.
A mãe responde imitando o mesmo tom, tipicamente mãe de adolescente:
__ Ora, minha filha, você está com pouco tempo para a escola, afinal, você tem passado mais tempo na internet, MSN, vídeos do Youtube, sem contar a TV, os Telecines, a Fox, a MTV, o Multishow, a Warner, o namorado, o play station, o cinema, o shopping...não sobra tempo para a escola! E é uma concorrência desleal! Podemos economizar esta grana mensalmente... veja só... ___ e levanta para pegar a calculadora e mostrar o gasto diário, semanal, mensal, anual , etc, ante a cara estupefata da adolescente.

A estratégia, pelo menos neste caso , funcionou. Mas não funciona sozinha, neste caso foi pretexto para abrir uma conversa mais adulta com o adolescente. Às vezes é preciso uma abordagem inicial “assim tipo tenso, bizarro, sinistro” * depois relaxa e deixa a conversa fluir, que é possível conversar sem enlouquecer. E o mais importante: a mãe que fez isso costuma cumprir as promessas que faz!
*Tenso, bizarro e sinistro são gírias para a mesma situação.
Eliete Nascimento

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SOLIDARIEDADE



Olá,
Hoje falo sobre solidariedade e renovação.
Beijos e boa leitura.
Eliete Nascimento


Solidariedade

Palavra muito usada no contexto atual. O bom das palavras é que podemos usar muitas vezes e elas não acabam. Algumas palavras ficam em evidência ou na moda por uns tempos, principalmente quando é pronunciada por uma celebridade, seja ela celebridade de verdade ou uma dessas celebridades instantâneas produzidas pela sociedade atual. O fato é que SOLIDARIEDADE não precisa de moda para que seu significado seja sentido na pele, literalmente na pele, daqueles que precisam. As chuvas no Rio de Janeiro causaram impacto social, físico, emocional... As cenas que assistimos foram dolorosas, tristes. É preciso respirar fundo para se recompor.
No local em que trabalho a água invadiu todos os espaços que encontrou: salas, peças dos jogos de montar, frestas dos armários; arrebataram Barbies e Suzies, bonecos e bonecas, robôs, dinossauros , carrinhos, bloquinhos, legos, dominós e panelinhas. Derrubou mesas e cadeiras; se embrenhou nas espumas dos colchonetes que serviam ao sagrado descanso das crianças depois do almoço. A água com toda a sua força e potência inundou instrumentos musicais e fantasias, derrubou a parede de um castelo, arrebentou parte de um teatro; molhou irremediavelmente trabalhos feitos com carinho e que não se encontram à venda para que possamos repor. A água, impiedosamente, varreu a escola.
Restou lama, lamentos, braços fortes e solidariedade. Os lamentos cederam lugar aos braços fortes, que aos poucos estão retirando a lama de todos os lugares por onde passou. A solidariedade estamos sentindo nas pessoas que estão doando brinquedos, jogos, livros e muitas outras coisas. A cada doação recebida, principalmente brinquedos e livros, mando mensagem para a equipe. A solidariedade dos outros ajuda na renovação material e também nos ajuda e renovar energia, capacidade de luta, e principalmente, na fé que temos no ser humano.
Eliete Nascimento

terça-feira, 6 de abril de 2010

MEDO DE CHUVA



Olá,
Por motivos circunstanciais o texto fala sobre chuva...
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento




MEDO DE CHUVA

Completamente ilhada pela água da chuva, hoje, como todo o carioca, amanheci sitiada. Esperto é o meu gato Domenico, que sábia e naturalmente já nasceu com medo de chuva. Se pudesse falar ele me diria: “Está vendo o que essa tal de água faz? Eu não te falei? “ As águas simplesmente invadiram tudo. O Rio virou um grande rio. O bairro onde moro, Maracanã, foi tomado pelo rio de mesmo nome. A janela do apartamento é o meu termômetro para saber se já posso ir à rua e arriscar chegar no trabalho. Ainda não dá para ver o asfalto, é só água. Na expectativa, e com medo de banho frio, pois estamos sem gás no prédio, escrevo. Enquanto isso Domenico, o gato, exercita o hábito saudável de dormir muitas e muitas horas diárias. Conheço gente que tem medo de escuro, medo de lobisomem, medo de ser assaltado, medo de avião e agora no Rio inauguramos uma nova categoria, medo de chuva! A chuva que cai desde ontem traz águas do céu, do chão, enfim, vem água de todos os lados! As cenas de ontem impressionaram: gente com medo de altura abrigada em cima de passarelas; alguns presos em carros que bóiam. O lado pior está na calamidade que este tipo de chuva traz: mortes, deslisamentos e a certeza de que a cidade está despreparada para situações desta natureza. Que sirva de alerta para nossos governantes. Resta-nos apelar para os desígnios religiosos: rezar para a chuva passar logo e a cidade voltar ao normal, linda, luminosa, com o sol a brilhar.
Eliete Nascimento

domingo, 4 de abril de 2010

POR QUE AS FÉRIAS ACABAM



Olá,
Neste pós férias de 2010 resolvi inaugurar nova fase do blog: meus próprios textos. Por isso, fica um convite para visitar sempre o blog Coletânea de Textos, que tem sido fonte de armazenamento e consulta para diversos assuntos como educação, saúde, vida, humor e outros variados. Sempre pego textos de outras fontes, com os devidos créditos e agora resolvi praticar mais uma coisa que gosto muito: escrever. A imagem acima é de Arraial d'Ajuda, by Elissa Pereira.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento


“Por que as férias acabam?
As férias acabam para que possamos sentir gostinho do trabalho e quem sabe assim valorizar mais ainda cada pedacinho das férias. Ficar eternamente de férias não tem graça, vira aposentadoria. As férias acabam porque tudo o que é bom acaba, ou no mínimo, se transforma em outra coisa. Vou olhar por esta ótica e dizer por aí que minhas férias não acabaram: se transformaram em dias úteis.
Ah, que saudade dos dias “inúteis”. Aliás, vou procurar saber quem inventou este termo “dias úteis”... Nos últimos dias me dediquei com afinco a “imprestabilidade”. Sabe aquela cena de cunhado desempregado sentado no sofá da sala, sem fazer nada o dia inteiro, zapeando a tv? Imaginou? Sempre tem alguém para falar “ aquele imprestável, não troca nem uma lâmpada”. Pois eu me dediquei a ser imprestável. Pelo menos por uns dias... Segundo a minha filha eu desconheço a expressão “ficar quieta”. Sou daquelas que quando parece estar quieta, pode procurar que estou balançando o pezinho, batendo com a ponta da caneta em algum lugar ou rabiscando algo, já risquei até documento importante enquanto falava ao telefone!
Minha mãe dizia que era “bicho carpinteiro”. Fosse bicho carpinteiro ou bicho no corpo inteiro o certo é que revendo antiga foto de infância lá estava a irrefutável prova: não há uma foto em que eu estivesse quieta, olhando para o fotógrafo como as outras crianças, sempre tinha uma mão esticada, uma perna fora do lugar, um olhar que ia além do fotografo, parecendo querer sair daquele lugar comum. Em dias atuais minha mãe chegaria na escola e calmamente diria: “professora, minha filha é hiperativa!”
Mas voltando às férias e a sua imprestabilidade, me dediquei no início das férias a viajar e, este meu jeito de “não para quieta um minuto” ajuda muito nesta hora, porque pessoas assim aproveitam o máximo, perguntam tudo e a todos, descobrem lugares além dos lugares-onde-todo-turista-vai etc. E voltei com o intuito sério de não fazer nada! Para não ser imprestável com toda a minha alma, salvei-a depois que voltei da Bahia com alguns esporádicos e pequenos hobies: ver filmes e anotar diálogos ou frases que gosto, ler, escrever, costurar coisinhas para a casa, organizar fotolivros (peguei esta mania, depois escrevo sobre isto!) , experimentar novos games e programinhas que baixei da internet. Fiz compras e almocei num shopping às 3 da tarde em pleno dia útil, passeei com a família, enfim, fiz coisas que gosto. Não vou dizer que caminhei, fiz ginástica, pedalei porque não fiz estas promessas de ano novo, estou com a consciência limpa! Conclusão: me dediquei a ser imprestável, no melhor sentido do termo, a ficar quieta, parecendo um lagarto baiano, lendo, esperando o dia passar...E olha que este aprendizado exigiu muita dedicação de minha parte... Agora que consegui me tornar uma expert no assunto está na hora de voltar a trabalhar!
Este mundo é mesmo injusto!
Eliete Nascimento

quinta-feira, 4 de março de 2010

REINVENTAR-SE





Olá,
O texto de Cecília Meireles traz um sentimento de reinventar a vida. Recarregar as baterias, ganhar novas energias. Reinventar as relações, o dia a dia, o amor. Reinventar a casa, as contas, os lugares. Reinventar os outros. Reinventar a si mesmo. Por motivo de FERIAS, ficarei um tempo sem postar.
Estou me reinventando...
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento



Reinvenção


A vida só é possível
reinventada.


Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... — mais nada.


Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.


Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.


Não te encontro, não te alcanço...
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.


Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.


Cecília Meireles

sábado, 23 de janeiro de 2010

TODOS À BORDO!



Olá,
Hoje trago um texto sobre o início da aulas, as rotinas, o planejamento inicial.
Como todo início de percurso requer planejamentos bem elaborados, metas bem definidas e mais do que nunca um currículo enxuto e ao mesmo tempo variado, que amplie as possibilidades de aprendizagens. O texto foi retirado do site http://planetaeducação.com.br e é uma dica muito interessante para artigos dessa natureza. O artigo é de João Luís de Almeida Machado, Doutor em Educação pela PUC-SP.
Bejos e boa leitura!
Eliete Nascimento


"Numa escola ou num hospital, numa grande indústria ou num banco, em um estabelecimento comercial ou numa fazenda, pouco importa o ramo de atuação profissional em que se trabalhe, deve-se levar em conta que o primeiro dia é sempre de fundamental importância para que imagens se consolidem entre os envolvidos e permitam uma melhor (ou pior) performance de cada indivíduo e do grupo como um todo.

(...)Como a escola tem como base e firmamento a sala de aula, logo se estabelece que é nesse espaço que se ganha ou que se perde o jogo. E nesse sentido vale destacar que o capitão do barco é o professor e os marujos são os estudantes. Todos sabem e reconhecem que o conhecimento mais amplo sobre a embarcação e também sobre as técnicas náuticas pertence ao experiente capitão (professor). Todos também reconhecem que o navio só conseguirá navegar e atingir os portos nos quais deseja chegar a partir da ação dos marinheiros (alunos).
Se o contato inicial desse capitão com sua tripulação não for bom o que se poderá esperar para as viagens futuras da referida embarcação? Deve ficar claro para todos que não há estabilidade plena nos oceanos pelos quais todos irão navegar. Um dia pode ser de tormenta e o outro pode ser de total calmaria...

Nesse sentido é preciso sempre quebrar o gelo entre professores e alunos na aula inicial deixando claros alguns limites e estabelecendo canais de comunicação constantes entre o capitão e os marinheiros. Conheço professores que afirmam categoricamente que na primeira aula devem-se mostrar os dentes e dizer com clareza quem manda nesse espaço coletivo chamado sala de aula; a outros que pretendem ser muito “chegados” dos estudantes... Discordo totalmente dessas iniciativas. Nem tanto ao sol, nem tanto a lua...

Creio que aos estudantes devem ser apresentadas idéias importantes quanto ao curso, às avaliações, a disciplina, os projetos, a pessoa do educador, a instituição e também relativas ao conteúdo. Deve-se falar e escutar. Abrir espaço para apresentações, dúvidas, troca de idéias, sugestões e apreciações dos estudantes quanto ao curso, à escola e mesmo quanto às propostas do professor.

E não é só escutar. Ao professor cabe anotar as boas idéias e se mostrar disposto a pensar e eventualmente aplicar algumas dessas contribuições obtidas no contato com seus estudantes. Isso dá credibilidade ao curso e ao docente, estabelece uma comunicação que aproxima todos os presentes e ainda permite implementar o curso a partir da visão de quem está num outro importante papel, o de educandos.

E para melhorar ainda mais esse contato inicial e evitar os já habituais e exauridos modelos de apresentação formal dos estudantes e do próprio docente, que tal variar a fórmula e procurar incrementar a mesma adicionando elementos culturais, esportivos, geográficos, históricos, literários, artísticos ou científicos a esse exercício básico de toda a primeira aula do ano? Como? Que tal usar a imaginação.."

Leia o artigo completo em http://planetaeducação.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

TESTE


Olá,
Hoje trago uma mensagem em forma de teste, para começar 2010 em ritmo zen, valorizando mais aquilo que realmente importa!
Faça o teste você também!
Bjs e boa leitura!
Eliete Nascimento


TESTE
1. Diga o nome das cinco pessoas mais ricas do mundo.
2. Diga o nome dos cinco últimos ganhadores do prêmio Nobel . .
3. Agora diga o nome das cinco últimas miss universo. Lembrou?
4. Dê o nome de dez ganhadores de medalha de ouro nas olimpíadas.
5. E para terminar, os últimos doze ganhadores do Oscar.

Como foi? Lembrou de algum? Difícil não?

E olha que são pessoas famosas, não são anônimas não!.

Agora tente esse outro teste:

1. Escreva o nome dos professores que você mais gostava.
2. Lembre de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis.
3. Pense em cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa.
4. Pense nas pessoas que fizeram você se sentir amado e especial.
5. Pense em cinco pessoas com quem você gosta de estar.

Mais fácil esse teste não?

Moral da história

"As pessoas realmente importantes não são as que têm mais credenciais, dinheiro, sucesso... O aplauso cessa, prêmios envelhecem, grandes acontecimentos são esquecidos. As pessoas que realmente importam são aquelas que fazem diferença na sua vida!”