sábado, 27 de novembro de 2010

PELA PAZ



"Paz pela Paz", de Nando Cordel...

A paz do mundo
Começa em mim
Se eu tenho amor,
Com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão,
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor

Paz pela paz - pelas crianças
Paz pela paz - pelas florestas
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.


Paz pela paz - pro mundo novo
Paz pela paz - a esperança
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

RIQUEZA E POBREZA



Olá,
Hoje trago um texto da Martha Medeiros publicado na Revista O Globo em 25/06/2006. No texto ela cita Washington Olivetto (publicitário da W Brasil) falando sobre pobres e ricos, numa perspectiva em que “pobreza” e “riqueza” não se relacionam somente a dinheiro.
Nas escolas, pode-se observar que, no cotidiano, crianças com muitas dificuldades de disciplina, formação de hábitos e limites não é a classe economica-social a que pertence que estabelece qual o parametro, mas sim o grau de envolvimento dos responsáveis na educação das crianças. Passar valores como honestidade, cumprimento do dever, respeito as regras nem sempre é feito e há responsáveis que estimulam as crianças a desrespeitar normas, horários, etc.
O que dizer quando uma amiga de profissão, que você julga ser uma pessoa esclarecida, diz, referindo-se ao filho de 2 anos e meio: “eu vou levar ele na escola, se ele gostar e quiser aquela escola eu faço a matrícula“. Pasmem! Com apenas 2 anos de idade a criança é capaz de escolher a própria escola, segundo essa mãe!
Lamentações à parte, vamos ler sobre “riqueza” e “pobreza” pela Martha Medeiros e Washington Olivetto.
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.



“OS RICOS-POBRES
Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava um milhão de reais por mês e que em entrevista vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como um exemplo de pessoa pobre. Agora leio uma declaração de Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e cultura); os pobres-ricos (que não têm dinheiro mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam novas e boas ideias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, museus ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.
Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não tem saldo invejavel nos bancos, mas são criativos, efervescentes, abertos. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira.
O que temos aqui, em maior número, é o grupo que Olivetto não mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso a cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à merce, feito zumbis. E temos os ricos-pobres, que tem o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste pais um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito.
Exemplos? Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada. Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou a embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública. O Audi é só um disfarce que ele pôde comprar, no fundo é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial.
Os ricos-pobres não tem verniz, não tem sensibilidade, não tem alcance para ir além do obvio. Só têm dinheiro. Os ricos-pobres pedem no restaurante o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém, vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas, viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet, possuem tvs de plasma em todos os aposentos da casa e só assistem a programas de auditório, mandam o filho para a Disney e nunca foram numa reunião da escola. E claro, dirigem um Audi e jogam o lixo pela janela. Uma esmolinha a eles, pelo amor de Deus!
O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os ricos-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e se valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros individuos que fazem malabarismo para sobreviver, mas por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante. É este luxo de que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube, e recurso não é só money: é atitude e informação.”