quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DEFINIÇÕES INTERESSANTES



Olá,
Achei há um tempo atrás umas definições interessantes pela rede, mas não guardei o endereço do site.
Seguem as definições, que eu achei bem engraçadinhas...
Beijos e boa leitura!
Eliete Nascimento.


ALEGRIA é um bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro.

DESCULPA é uma frase que pretende ser um beijo.

FELICIDADE é um agora que não tem pressa nenhuma

SENTIMENTO é quando o coração manda um recado.

SUCESSO é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

AMIZADE é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

PREOCUPAÇÃO é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento

LEMBRANÇA é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

CERTEZA é quando a idéia cansa de procurar e pára.

PERDÃO é quando o Natal acontece em outra época do ano.

SOLIDÃO é uma ilha com saudade de barco.

SAUDADE é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

AUTORIZAÇÃO é quando a coisa é tão importante que só dizer “eu deixo” é pouco.

POUCO é menos da metade.

MUITO é quando os dedos da mão não são suficientes.

DESESPERO são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.

ANGÚSTIA é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

INDECISÃO é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

INTUIÇÃO é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

PRESSENTIMENTO é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

VAIDADE é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.

VERGONHA é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

ORGULHO é uma guarita entre você e o da frente.

ANSIEDADE é quando sempre faltam 5 minutos para o que quer que seja.

INTERESSE é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

RAIVA é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

TRISTEZA é uma mão gigante que aperta seu coração.

DECEPÇÃO é quando você risca em algo ou em alguém um xis vermelho.

DESILUSÃO é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

CULPA é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

EXCITAÇÃO é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

LUCIDEZ é um acesso de loucura ao contrário.

RAZÃO é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

EMOÇÃO é um tango que ainda não foi feito.

VONTADE é um desejo que cisma que você é a casa dele.







domingo, 13 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO E LIMITES

Olá,
hoje trago um texto de Armando Correia de Siqueira Neto, sobre limites ou a ausência deles na educação dos filhos. A foto da página´foi capa de uma Revista Veja com materia sobre o assunto.
Quem quiser ler outros artigos do mesmo autor pode consultar os sites:
http://www.webartigos.com/
http://www.gestaodecarreira.com.br/
http://www.consultores.com.br/
http://www.psicologia.org.br/

Beijos e boa leitura!
 
 
EDUCAÇÃO SEM  LIMITES
por Armando Correa de Siqueira Neto*
A coisa mais difícil que existe nesta vida é educar um ser humano, pois que demanda a nossa atenção por um tempo, que deixamos de perceber porque até o último momento podemos receber educação.
Alguns fatores apontam as causas da falta de limites na educação das crianças de um modo geral, destacando os valores morais que sumiram do nosso cenário, haja vista o enorme número de casos de corrupção ininterrupta; na política, empresas, igrejas, etc, apresentados na mídia, onde, dificilmente a lei consegue ser cumprida, ademais, instaurou-se na cultura a idéia de que ser esperto é a grande jogada, o contrário; uma tremenda burrice, então, por qual razão seguir regras?
Outro ponto importante vem a ser a ausência dos pais na vida da criança, em virtude da carga horária dedicada ao trabalho, deixando a convivência educacional aos cuidados da escola, desde os primeiros momentos, nas creches e nas instituições educacionais, do governo ou particulares. Esta necessidade familiar gerou um sentimento de culpa nos pais, que, para compensar tais circunstâncias, acabam sendo permissivos em demasia com os seus filhos, impedindo, por conseguinte, momentos de se educar e proporcionar os valores que devem ser seguidos; derivados dos próprios valores existentes nos pais e na constituição da personalidade da criança. Contudo, abre-se nova polêmica neste rastro de educação sem limites, ao lembrarmos que muitos pais com filhos hoje adolescentes e outros adultos vêm de uma geração na qual pregou por muitos anos a idéia de que a liberdade total era a melhor saída, contrapondo à idéia de repressão sócio-histórica vivida por eles em sua juventude, o que acarretou em juízo de valores distorcido, vindo de um radicalismo social para outro, sem fazer "escola" desta forma de se educar. Não houve ponderação e conseqüentemente faltou um plano mediano que fosse sendo ajustado à medida que as demandas surgissem. Simplesmente foi-se estabelecendo este modelo de educação até o momento em que se evidenciaram os desastrosos resultados.
Outra condição a ser pensada é o exagero que os pais têm com relação aos traumas que poderão causar, caso venham a ser mais enérgicos na educação dos seus filhos. Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.
Nas escolas a relação entre o aluno e o professor chegou a uma condição muito favorável, quando entendemos que a participação do aluno está maior, diferentemente de outras épocas onde o papel se restringia apenas a ouvir e guardar as informações que chegavam.
A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente.
O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinador da vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos?
Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto.
* Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo e psicoterapeuta.