quinta-feira, 12 de março de 2015

A ARTE DA IMPERFEIÇÃO



Olá,
Hoje trago uma letra de música que amo, da cantora e compositora Zélia Duncan, "Carne e Osso". 
E tem um trecho que diz " e é tão bom não ser divina"...Quer frase melhor do que  esta?!  
Digo isto com propriedade porque houve um tempo na minha vida em que fazer as coisas com perfeição era sagrado! Hoje, de posse dos meus 50 anos (sim de posse! porque são meus com muito orgulho!) posso me dar ao luxo de dizer que  ao longo do caminho abandonei a mania de perfeição pelo hábito de buscar prazer em tudo o que faço, pela apreciação das assimetrias (às vezes evidentes, às vezes sutis),  pela aprendizagens nas situações que ocorrem ao acaso, daquelas que a gente fica pensando... será que foi mesmo o acaso? será que este tal de acaso existe? Enfim, substituí o "fazer com perfeição"  por "fazer com cuidado, com capricho", ou como dizia a minha avó, "com gosto"! 
Numa das últimas reuniões de equipe no trabalho, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o professor Mauro  tocou violão e junto com a professora Genilda ao pandeiro, despertaram melodiosa e carinhosamente a  segunda-feira de todos com músicas de compositoras femininas, "atualmente temos poucas compositoras no Brasil, poucas e boas!", falou o nosso querido professor de música, Mauro. Eu acho que Zélia é uma delas!   
Segue a letra da música e um o endereço para ouvir no You tube. A música faz parte do CD "Pelo sabor do gesto".

"CARNE E OSSO
(Zélia Duncan e Paulinho Moska)
Alegria do pecado às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu
E eu gosto de estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano
Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso, pra não ser"
Endereço do vídeo com a música
https://www.youtube.com/watch?v=ffeTslY4j4M


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